Marquinhos Capixaba está de volta ao Londrina. A recontratação ficou definida ontem à noite, depois de um telefonema do presidente do Conselho Deliberativo do clube, Antonio Amaral, à residência do jogador, em Vitória (ES). A complicada novela durou vários dias.
À tarde, no Estádio do Café, o coordenador-geral do Londrina, Célio Guergoletto, chegou a admitir que as conversações haviam sido encerradas. Embora os salários estivessem acertados, era preciso definir detalhes do parcelamento de uma dívida recente.
À noite, porém, Amaral telefonou para Capixaba e resolveu tudo em apenas 30 segundos. O supervisor Lico, que também se encontrava no carro do dirigente, na rua Pará, acompanhou a rápida conversa. ‘‘Me diga, Marquinhos: sim ou não?’’, perguntou Amaral pelo celular. Capixaba tentou reivindicar alguma coisa. Ao que Amaral emendou. ‘‘Marquinhos, é o seguinte: a gente senta aqui e fala disso depois. Me diga: sim ou não...’’ Depois de tantas especulações, a transferência estava concluída.
O retorno de Capixaba, ídolo da torcida, era uma espécie de desafio para Amaral, que também pretende buscar um atacante, provavelmente o artilheiro Ângelo, do América (SP).
Arquivo FolhaGarantidoMarquinhos Capixaba: recontratação definida ontem à noiteZagueiros - Se Valder parece assumir a zaga-central do Londrina, sem qualquer concorrência mais direta, dois jogadores ainda brigam para completar o setor: Ivanildo e Carlos Alberto. No primeiro coletivo do renovado time, Carlos Alberto agradou. No segundo treino, levou uma pancada no tornozelo e perdeu a vaga para Ivanildo. Mas, já recuperado, participou do treinamento de ontem e nada sentiu.
Até agora, Carlos Alberto defendeu o Noroeste, Sertãozinho, XV de Jaú, Palmeiras, Maringá e Mirassol, além das equipes japonesas do Jubilo Iwata (ao lado de Dunga) e Tokyo Gas.
Carlos Alberto Gomes da Costa, 34 anos e 1,87 de altura, não se considera superior aos demais zagueiros do Londrina. ‘‘Mas vou batalhar para conquistar meu espaço’’, avisa.
Carlos Alberto se define como um zagueiro clássico, mas que se adapta às conveniências do esquema ou às circunstâncias de um jogo. ‘‘Ali atrás, é assim: você precisa sair na boa ou dividir forte.’’
Ivanildo, que começou entre os reservas e substituiu Carlos Alberto na equipe principal, adota o estilo de um ‘‘xerifão’’ que se impõe diante dos atacantes. ‘‘Tem uma coisa: toco fácil na bola, mas não me envergonho de dar chutões’’, explica Ivanildo Pereira de Souza, 30 anos e 1,85 de altura, que exibe um respeitável currículo: Cabofriense (RJ), Vasco (RJ), Goiatuba (GO), Mogi-Guaçu (SP), Oeste (GO), Apucarana, Coritiba, Passo Fundo (RS), Mirassol (SP), América (SP), Marcílio Dias (SC), Atlético (GO), Chapadão (MT), Sãocarlense (SP), Ponte Preta (SP), Ponta Grossa e Corinthians de Prudente (SP). Uma das características de Ivanildo é a seriedade até nos mais simples treinamentos.
Já Valder, aparentemente livre da ameaça de Carlos Alberto e Ivanildo, que procuram um lugar na quarta-zaga, reconhece que não pode se acomodar. ‘‘Não, nada disso. Sei como são as coisas. Me cuido muito para buscar meu espaço. Trabalho duro para corresponder ao que o professor Varlei e os torcedores do Londrina esperam de mim’’, afirma Valder Spoldaro, 26 anos e 1,78 metros de altura, que antes passou pelo Noroeste e Barbarense.
O técnico Varlei de Carvalho confirmou ontem o Londrina que começa o amistoso de amanhã, às 16 horas, no Estádio do Café, contra o Arapongas: Geraldo; Renan, Valder, Ivanildo e Da Guia; China, Mineiro, Alemão e Édson Vieira; Mauro e Rogério. A diretoria confirmou um contrato de patrocínio entre o clube e a coreana Kumho pneus.Marcos BorgesNa cozinhaValder, Ivanildo e Carlos Alberto: briga direta pela quarta-zagaNelson Cilo

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