O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, negou que tenha definido o número de participantes do Campeonato Brasileiro de 2001, garantindo que vai discutir o formato da competição com os clubes e a TV Globo, detentora dos direitos de transmissão da competição. Com esta atitude, o dirigente tenta controlar o princípio de rebelião de alguns clubes, que ameaçam criar um liga independente por causa do excessivo número de times. Teixeira garantiu, porém, que a CBF terá a palavra final sobre o campeonato nacional.
Os dirigentes de clubes tinham ficado irritados com as declarações dos presidentes de federações estaduais, para quem o Brasileiro deveria ter 28 clubes. ‘‘Em nenhum momento foi discutido o número de participantes. O Eduardo Vianna (presidente da federação carioca) mostrou a postura dele.’’
Teixeira minimizou a revolta dos clubes, iniciada pelo presidente do Cruzeiro, Zezé Perrela. ‘‘O Perrela é mineiro que nem eu, ainda vamos conversar muito.’’
Em suas declarações, Teixeira deu a entender que as federações estaduais não terão participação nas decisões sobre o Brasileiro, que ficarão restristas aos clubes e à TV Globo. ‘‘Vamos discutir o assunto com clubes e a TV’’, observou. ‘‘Não podemos deixar a televisão de fora porque ela é uma parte importante no processo, afinal, investe muito dinheiro.’’
No futebol brasileiro, explicou o dirigente, é preciso levar em conta o ‘‘contexto’’ nas negociações. Ele deixou claro, porém, que a CBF terá o poder da decisão final. ‘‘O que a CBF determinar vai acontecer.’’
Ainda não há datas para o início das negociações em torno do Brasileiro. Segundo Teixeira, isto deve acontecer com ‘‘o máximo de urgência possível’’. No entanto, lembrou que o campeonato só começará no segundo semestre, e, portanto, há tempo o bastante para determinar a fórmula de disputa.
CPI critica – O presidente da CPI do Futebol, senador Álvaro Dias (PSDB- PR), disse que a notícia de que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não decidiu quantas equipes comporão o Campeonato Brasileiro de 2001, ‘‘mostra que o futebol brasileiro continua sendo administrado com irresponsabilidade’’, lembrando que o ano já começou e ‘‘ainda não se sabe quando começa o campeonato nem quantos clubes vão participar’’.
Álvaro Dias afirmou que ‘‘aqueles dirigentes que têm responsabilizado as investigações da CPI, pela queda de investimentos’’ nos estádio e nos clubes, ‘‘são os mesmos que se beneficiaram, ao longo dos anos, com a inadimplência, enriquecimento ilícito e desorganização’’, disse. Segundo o presidente da CPI do Futebol, os trabalhos da comissão ‘‘são um instrumento de correição de rumos do futebol’’, prometendo ‘‘uma nova legislação’’, como parte dos trabalhos da CPI. ‘‘Quando essa nova lei estiver pronta, nós vamos mostrar que os investidores estavam receosos de investir na desorganização, mas é certo que eles voltam’, garantiu Álvaro Dias.
Copa do Brasil – A CBF vai adotar na temporada de 2001 uma medida para diminuir a maratona de jogos dos clubes brasileiros. As equipes que estiverem disputando a Libertadores não poderão participar da Copa do Brasil. Dessa forma, Cruzeiro, Palmeiras, Vasco e São Caetano, representantes brasileiros na Libertadores, não poderão participar da Copa do Brasil. A competição nacional deverá ser disputada por 64 clubes, com times de todas as federações estaduais filiadas à CBF, e será disputada no sistema de mata-mata.
Sigilo – O ministro Carlos Velloso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu acatar o pedido de suspensão da quebra de sigilos apresentado quarta-feira pelo presidente do Vasco da Gama, deputado Eurico Miranda (PPB-RJ) e do ex-dirigente do Vasco, Antonio Calçada.

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