Teixeira envolvido em suspeita de corrupção
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
Folhapress 
São Paulo - Três dias antes do anúncio das sedes das Copas do Mundo de 2018 e de 2022, novas acusações de corrupção envolvendo dirigentes da Fifa foram feitas ontem pela imprensa da Suíça, país em que a entidade máxima do futebol está sediada
A reportagem tentou falar com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, um dos três dirigentes citados na reportagem, mas a confederação, por meio de seu porta-voz, alegou que não iria se pronunciar sobre o assunto
Segundo o jornal ''Tages-Anzeiger'', Teixeira, o presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Issa Hayatou, e o presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), o paraguaio Nicolás Leoz, estiveram vinculados a uma lista secreta de pagamentos após a falência de uma empresa associada à Fifa
Há quase uma década, em 2001, a agência de marketing ISMM/ISL faliu em meio a uma polêmica sobre acusações de que subornos foram pagos na atribuição de contratos de televisão Neste caso, um tribunal do cantão suíço de Zug impôs multas a três executivos da ISMM/ISL em 2008 por fraude e crimes contábeis
Leoz já figurava na lista como receptor de pagamentos suspeitos da agência de marketing, além de outras empresas com sedes em paraísos fiscais, segundo os dados apresentados pela Procuradoria suíça em 2005
Teixeira, Leoz e Hayatou integram o grupo de 22 dirigentes do Comitê Executivo da Fifa que escolherão na próxima quinta-feira as sedes dos Mundiais de 2018 e de 2022
As acusações do ''Tages-Anzeiger'' se somam, entre outras, às denúncias que deixaram o taitiano Reynald Temarii e o nigeriano Amos Adamu de fora da votação do dia 2 de dezembro
Inglaterra, Rússia e as candidaturas conjuntas Espanha-Portugal e Holanda-Bélgica disputam a organização da Copa de 2018, enquanto Austrália, Estados Unidos, Japão e Qatar desejam organizar o Mundial de 2022


