Desde o final do ano, quando foram instaladas as CPIs da Câmara e do Senado, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, passou a ensaiar uma aproximação, que se concretizou no início de 2001, com o ex-jogador Pelé. Assim, o dirigente modificou uma postura, intransigente, sustentada durante oito anos, período em que durou a briga com o ex-ministro do Esporte e Turismo.
A desavença entre os dois começou em 1993, quando Pelé acusou a diretoria da CBF de ser corrupta: afirmou que a entidade tinha cobrado uma comissão extra para vender os direitos de transmissão de um dos campeonatos que organizava. Teixeira reagiu, atribuindo as declarações do ex-jogador ao fato de a Pelé Sports & Marketing ter perdido a concorrência para adquirir os direitos sobre a competição. Não se falaram desde então e seguiram os ataques mútuos.
Mas foi no início desse ano que Teixeira deixou claro que tinha intenção de contar com o apoio de Pelé. Aceitou fazer um acordo no processo que o ex-ministro tinha contra a CBF pedindo indenização pelo uso indevido de sua imagem no álbum de figurinhas ‘‘Heróis do Tri. A entidade terá de pagar ao ex-jogador entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão. Detalhe: há sete anos a CBF vinha postergando uma solução para o caso.
Pelé também atribuiu a paz à necessidade de unir forças pelo futebol.

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