Agência Estado
Do Rio
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, deixou no ar a possibilidade de uma mudança no sistema de disputa e nos participantes da Série A do Campeonato Brasileiro.
‘‘Acho falta de respeito falar sobre esse assunto agora, quando vários times estão lutando pela permanência na Primeira Divisão’’, disse ontem, Teixeira, em entrevista coletiva.
Na verdade, Teixeira, em princípio, não aceita nenhum tipo de virada de mesa para o campeonato do ano que vem, mas abre a possibilidade para a proposta do presidente do Flamengo ser adotada a partir de 2001. ‘‘Vamos cumprir o cronograma e deixar a Série A com 20 clube em 2000’’, limitou-se a dizer. Em 2001, segundo Ricardo Teixeira, os clubes é que vão decidir a fórmula de disputa do campeonato brasileiro.
Edmundo Santos Silva, presidente do Flamengo, nem cogita a possibilidade de a CBF não aceitar o seu projeto. Ele disse que os clubes grandes poderiam se valer da Lei Pelé, em último caso, para formar uma liga independente, passando por cima da confederação e das federações.
Silva vai apresentar a proposta também para o Clube dos 13, que conta, na verdade, com 16 integrantes: Flamengo, Vasco, Botafogo-RJ, Fluminense, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Coritiba, Bahia, Goiás e Sport.
Por enquanto, o presidente da entidade, Fábio Koff, não quer falar sobre virada de mesa. Ele disse apenas que está torcendo para os filiados Bahia e Goiás subirem para a Série A e o Botafogo-RJ não cair para a Série B e o Fluminense ser o campeão da Série C.
‘‘Eu assino embaixo da proposta do presidente do Flamengo’’, disse o vice-presidente de Futebol do Botafogo-RJ, Carlos Augusto Montenegro, cujo clube corre risco de rebaixamento. De acordo com ele, clubes como o seu precisam ser preservados e não podem cair para a Segunda Divisão.
Goiás e Bahia, que também seriam beneficiados, com o projeto do presidente do Flamengo, estão adotando a cautela. ‘‘Se os dois times conseguirem o acesso no campo, a manobra fica facilitada’’, disse Raimundo Queiroz, diretor de Futebol do Goiás.
Os dirigentes do Bahia vão reunir-se hoje para definir uma posição sobre o assunto.

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