São Paulo- Ricardo Teixeira disse ontem que, desde que assumiu o comando da Confederação Brasileira de Futebol, há 13 anos, nunca ouviu nenhuma reclamação sobre o comportamento extracampo do atacante Romário.
‘‘Em todos esses anos, nunca ninguém me transmitiu qualquer nível de problema de Romário. E, como presidente da CBF, me considero uma pessoa bem informada’’, afirmou Teixeira à rádio Jovem Pan, de São Paulo.
Apesar de Luiz Felipe Scolari dizer que não chama o jogador de 36 anos por questões ‘‘técnicas e táticas’’, foi por causa de seu comportamento fora de campo em Montevidéu, às vésperas da partida contra o Uruguai, pelas eliminatórias sul-americanas, que o gaúcho decidiu não mais chamá-lo em suas convocações.
Conforme a Folha revelou sexta-feira, o presidente da CBF pediu a Scolari a convocação do atacante vascaíno para o Mundial. O dirigente alegou que a experiência e o talento do jogador poderiam fazer diferença para a seleção no torneio asiático.
Após o apelo do dirigente, o gaúcho ficou de estudar a situação, mas, até aqui, não mudou sua posição de deixá-lo fora da Copa.
Ontem, Teixeira não quis entrar em detalhes sobre o assunto. Limitou-se a dizer que não forçou nem forçará a presença de Romário na lista dos 23 atletas que defenderão o Brasil na Copa da Coréia do Sul e do Japão.

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