Teens comandam o golfe no Paraná
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de dezembro de 1997
Isnard Cordeiro e Filipe Pimentel 
Albari RosaGrande dupla
Joel e
Alexandre,
dois dos
novos talentos
que o golfe
revelou
para o
esporte
paranaense
em pouco
tempo.
São sempre
os destaques
em torneios
nos nossos
camposQuem achava que o golfe era um esporte para velhos, pode começar a mudar de opinião. Os jovens Joel Fleischfresser, de 19 anos e handicap 4, Alexandre Freudenberg, 18 anos, handicap 2, de Curitiba, estão arrebentando nos campeonatos nacionais e estaduais de golfe. São os principais favoritos para o 3º Open de Londrina e Aberto do Estado do Paraná, que acontece este final de semana, no Londrina Golf Club. Mas além dos dois, outras feras aumentam o número desses jovens que comandam o esporte no Paraná. Victor Hugo Hatamura, de 19 anos, tem handcap 9, só 18 meses de golfe, o mesmo de Rodrigo Hasegawa, de apenas 15 anos, há dois anos e meio praticando o esporte, ambos de Londrina. Isso sem falar em Rodrigo Diniz, do Curitibano, de 23 anos e apontado como o melhor do Paraná e do Brasil, com hc +2. E em Ivo Leão, que é mais do que uma promessa, nos seus 16 anos.
Joel Fleischfresser conheceu o golfe aos sete anos de idade. Eu acompanhava meu pai (Lincon), que jogava todo o final de semana, relembra. O gosto pelo esporte apareceu em pouco tempo e não demorou muito para ganhar seu primeiro taco. Com dez anos passei a treinar com mais forte, disse.
DivulgaçãoRodrigo Hasegawa, do LGC
Em pouco tempo começou a participar de torneios e conquistar títulos. Em 1995 Joel ganhou o Aberto do Paraná, conquistou os títulos no Curitibano em 93 e 95. Em 95 esteve nos Estados Unidos, participando do Torneio Doral Publics Junior Classic, em Miami. Este ano ele participou do Campeonato Juvenil, conquistando o primeiro lugar.
Entretanto, Fleischfresser gosta de relembrar sua participação em um torneio no Rio de Janeiro classificatório para o Sul-Americano Pré-Juvenil, em 1992, quando tinha 14 anos. Ele foi um dos três brasileiros classificados para esta competição. Fiquei na terceira colocação, me classificando para representar o Brasil no Juvenil do Chile, relembra. A O Brasil ficou em 6º lugar.
DivulgaçãoRodrigo (hc 9), 15 anos e dois e meio de golfe
Como só tem jogado torneios locais, Joel Fleischfresser não tem se dedicado aos treinamentos como antes. Quando disputava competições nacionais, ficava de 3 a 4 horas treinando. Não gosto de correr o campo. Prefiro aprimorar o putt e o drive, conta.
Quem também está se destacando é Alexandre Luhm Freudenberger, colega de Joel Fleischfresser e um de seus principais adversários. Vou tentar vencê-lo. Mas vai ser difícil, pois ele é muito bom, despista Freudenberger. Os dois jogam e treinam juntos há algum tempo. Mas quando entram no torneio é cada um por si. Alexandre começou a treinar com 12 anos, em 92. O gosto pelo golfe foi imediato. Aos oito anos ganhei uma raquete de tênis e um taco de golfe. Joguei quatro anos tênis. Mas aos 12 anos, minha avó, que joga golfe, me levou para dar uma tacadas. Foi paixão à primeira vista e acabou virando um vício, conta.
DivulgaçãoVictor Hugo entre os melhores juvenis do Estado
O jovem golfista treinava cerca de 12 horas por dia e dava cinco voltas no campo. Entretanto, ele mesmo achou que estava exagerando um pouco e resolveu dar um tempo nos treinos. Ficou sem treinar durante dois meses e retornou agora, com mais moderação. Dou uma volta no campo e faço alguns treinos de putt e no drive range, afirma.
Entre os principais títulos estão o de campeão do Graciosa em 96; quarto colocado no torneio Johnnie Walker/96. Este ano ele foi campeão da Copa Casteval e do Open Mercadorana de Golfe. Estes títulos são o que ele considera os mais importante.
Os londrinensesCom pouco tempo de jogo, Victor Hugo mostra um jogo altamente técnico. Tem no seu drive, a exemplo dos outros jovens, o seu forte. Vou estar sem ritmo para o torneio, porque parei um pouco mais de um mês. Mas vou voltar com mais disposição no ano que vem, afirma o jogador, que baixou seu handcap em menos de um ano, para o 9 atual. Rodrigo Hasegawa, tem um pouco mais de tempo no jogo - dois anos e meio. Mas sinto que tenho condições de crescer mais. Tenho que aprimorar um pouco mais o putter e a partir daí acredito que possa entrar mais na briga com os rivais, que não são fáceis, diz Rodrigo.
Como os dois curitibanos, os londrinenses também foram, curiosamente, levados pelos pais. Em função de estar fora do circuito nacional, os dois jovens londrinenses ainda sentem a necessidade de maior número de torneios de nível, uma das condições para o aprimoramento técnico de jogadores, além de dar maior maturidade .


