Técnicos têm estilos diferentes
Curitiba - Um dos maiores responsáveis pelo Palmeiras chegar à decisão da Copa do Brasil é o técnico Luiz Felipe Scolari. O treinador soube utilizar de toda a sua experiência para conseguir ajustar o time de tal forma que as suas deficiências não fossem tão sentidas. Desde o início da temporada, ele deixou claro que não tinha uma equipe com muita qualidade técnica, mas que tentaria aproveitar a vontade e o que cada jogador teria de melhor.
O treinador conseguiu superar os problemas físicos que atingiram a equipe ao longo da temporada e mesmo sem Wesley, a contratação mais cara do clube na temporada, e Luan, jogador que o treinador faz questão de falar que é um dos mais importantes da equipe, Felipão achou o caminho para a vitória. Para começar, arrumou o posicionamento de seus defensores com a entrada de Henrique como volante. Mais alto e rápido do que Márcio Araújo, o zagueiro se tornou um protetor da defesa formada por Mauricio Ramos e Thiago Heleno.
Polêmico, o treinador precisou ''comprar'' algumas brigas com a torcida. Uma delas é exatamente o fato de não querer escalar Daniel Carvalho e Valdivia juntos. Ele alega que o time perderia na marcação por isso não abre mão de contar com três volantes entre os titulares.
Com trabalho e algumas polêmicas o Palmeiras chega à final desta noite com a cara de Felipão. O treinador, que deixará o clube no final do ano, pode conquistar seu último título do jeito que ele gosta: na raça, garra e contra todas as expectativas.
No outro lado
A calma e a tranquilidade com que Marcelo Oliveira caminhava nesta terça-feira pelo gramado do Couto Pereira nem entregaria que nesta quarta ele tem pela frente um de seus jogos mais importantes como treinador. E quem o visse poderia achar que o Coritiba joga com a vantagem pelo título da Copa do Brasil, tamanha a sua confiança. ''Não vai ser fácil, o Palmeiras está bem e tem um bom comando, mas acreditamos piamente (na conquista)''.
Com trabalho sério e planejamento, ele conseguiu levar pelo segundo ano consecutivo o seu time à final da competição nacional - em 2011 perdeu para o Vasco. Algum segredo para isso? ''O segredo é não ter segredo nenhum'', disse o filosófico treinador. ''É uma combinação de coisas. O apoio do presidente, comissão técnica equilibrada e a reposição de jogadores. Com tudo isso se cria um bom ambiente''.
Marcelo Oliveira faz questão de falar para seu grupo que o título ainda é possível, apesar de o Palmeiras ter vencido o jogo de ida por 2 a 0.
O treinador só pede para que o grupo tenha um capricho maior na hora da finalização e também na marcação. ''Não podemos fazer faltas perto da área. Por uma falha nossa saiu o primeiro gol deles'', lembrou. ''Nesse jogo vamos ter de atacar, mas sem equilíbrio não adianta nada. Mas os jogadores estão tranquilos e confiantes''.





