Torcedores do Boca lotaram a Bombonera em treino aberto durante a semana, antes da decisão no Monumental de Núñez
Torcedores do Boca lotaram a Bombonera em treino aberto durante a semana, antes da decisão no Monumental de Núñez | Foto: Juan Mabromata/AFP



Buenos Aires - Idolatrados quando jogavam por River Plate e Boca Juniors, Marcelo Gallardo e Guillermo Barros Schelotto se enfrentam como técnicos no maior desafio de suas carreiras, neste sábado (24), às 18 horas (de Brasília), na finalíssima da Libertadores.

Como jogadores e técnicos, eles compartilham histórias muito parecidas. Ambos estão nos corações de suas respectivas torcidas pelos títulos conquistados e pela eterna identificação com as cores que defenderam em campo.

Gallardo, de 42 anos, se formou e jogou no River durante três etapas (1992-2000, 2003-2006 e 2009-2010). Barros Schelotto, 45, iniciou no futebol no Gimnasia y Esgrima La Plata em 1991, antes de dar o salto ao Boca em 1997 para vestir por dez anos o azul e amarelo.

Como jogador, Gallardo conquistou seis campeonatos argentinos, uma Copa Libertadores (1996) e uma Supercopa Sul-Americana (1997). Já comandando a equipe, desde junho de 2014, levantou a Sul-Americana no mesmo ano para encerrar 17 anos de seca internacional da equipe. A partir daí, levantou a Recopa Sul-americana (2015 e 2016), a Copa Libertadores (2015), a Copa da Argentina (2016 e 2017) e a Supercopa Argentina (2017).

Guillermo, por sua parte, tem no currículo 16 troféus como jogador do Boca. Foram seis títulos locais e 10 internacionais, sendo os de maior destaque quatro Libertadores (2000, 2001, 2003 e 2007) e dois troféus Intercontinentais (2000 e 2003).

No comando da equipe desde março de 2016, Barros Schelotto tem como feitos os títulos dos dois últimos Campeonatos Argentinos (2016-2017 e 2017-2018), além de ser semifinalista da Libertadores no ano em que assumiu.

Jogando por River e Boca, Gallardo e Barros Schelotto se enfrentaram em sete superclássicos, com vantagem para o segundo. Foram três vitórias contra duas de Gallardo, além de dois empates. Guillermo chegou a marcar um gol em uma destas partidas.

Como técnicos, no entanto, são oito enfrentamentos e vantagem de Gallardo. O técnico do River venceu três, contra duas vitórias de Schelotto e três empates.

Mas o duelo que marcará suas vidas será o deste sábado, no Monumental de Núñez, onde a vitória os levará à glória eterna e o perdedor carregará consigo a humilhação durante a vida.

mockup