As duas trocas de treinadores do final de semana mostram que a dança das cadeiras se resume a profissionais que têm suas carreiras fixadas dentro do Paraná e apontam para a dificuldade dos clubes em trazer técnicos de outros estados.
A maioria dos dirigentes mantém o discurso de que o futebol estadual é diferente e, por isso, é preciso conhecê-lo muito bem para evitar um fiasco. A receita, então, é apostar em quem já conhece por ter trabalhado no clube ou em algum rival próximo. No caso do Engenheiro Beltrão, a história na equipe pesou. ''Foi uma opção caseira. Não temos tempo para adaptações, por isso tinha que ser alguém que conhecíamos e ele (Itamar Bellasalma) já tem uma história no clube'', justificou o presidente Luís Heitor Linhares.
Ele trocou Claudemir Sturion, que já treinou o Roma Apucarana, a Portuguesa, a Platinense, o Foz do Iguaçu e por último foi auxiliar-técnico no Londrina, por Itamar Bellasalma, que assume pela terceira vez o Beltrão, antes de passar pelo Tubarão, Roma, Grêmio Maringá e Foz do Iguaçu.
Em Paranaguá, o novo técnico pode ser Val de Mello. Com passagens por Londrina, Portuguesa, Iraty, Cascavel e União Bandeirante, o treinador começou o torneio na Adap Galo.
No time maringaense, Val foi substituído por Lio Evaristo. Depois de oito anos nas categorias de base do Atlético, Lio se transferiu para o J. Malucelli. Trocou o clube-empresa pelo Tubarão, foi para o Roma, passou pelo Beltrão, voltou ao J. Malucelli para vencer a Copa Paraná, no ano passado e, depois de uma passagem frustrante pelo futebol catarinense, voltou ao Paraná para tentar classificar a Adap para a segunda fase do paranaense.
Dirceu Mattos, que treinou o Nacional de Rolândia por várias vezes, passou por Cascavel, Arapongas, Portuguesa, Londrina e foi auxiliar na Adap, começou o Paranaense como comandante do Paranavaí. Os maus resultados fizeram com que a diretoria o trocasse por Itamar Bernardes, vice-campeão estadual em 2003 com o próprio ACP. Bernardes antes estava no Rio Branco, onde foi semifinalista em 2006 e não venceu nenhum jogo este ano. Ele também já passou por Nacional, Londrina, Adap...
Até mesmo o Paraná optou por trazer alguém que já fez sucesso no Estado. Em 2003, Paulo Bonamigo, que substituiu Saulo de Freitas, outro que já passou pelo Rio Branco, levou o Coritiba à Libertadores da América, alcançando a quinta colocação no Brasileirão. Bonamigo também já dirigiu o próprio Paraná, em 2001.
Iraty, Londrina e Cascavel são exceções no interior. O Azulão foi buscar no Rio de Janeiro Antonio Lopes Júnior, Já o Tubarão tirou Jorge Saran da base do Corinthians, enquanto a Serpente primeiro apostou em Rafael Camarotta e por último trouxe Nenê Belarmino, dois forasteiros paulistas, apesar de o primeiro ter história no Paraná como goleiro. (T.M.)

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