Técnicos esperam impulsionar carreira
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sexta-feira, 16 de junho de 2000
Ed Carlos Rocha e Fernando Tupan De Curitiba 
A decisão de hoje coloca frente a frente dois técnicos que buscam impulsionar a carreira com o título de campeão paranaense. No Atlético, Oswaldo Alvarez, o Vadão, 39 anos, apesar de mais conhecido no cenário nacional e mais experiente como treinador, tem poucos títulos no currículo. No Coritiba, José Martins Manso, o Paquito, 59 anos, também com poucas conquistas, quer iniciar de vez a carreira como treinador de equipes profissionais e deixar de ser apenas auxiliar.
Paquito começou a ser treinador nos juniores do Matsubara, em 1981. Treinou também amadores e profissionais do Cascavel, Londrina, União Bandeirante, Batel e Paraná Clube, no qual teve maior aprendizado sendo auxiliar de Sebastião Lazaroni, Rubens Minelli, Cláudio Duarte, Márcio Araújo, Antônio Lopes entre outros.
Ele estreou no comando do time profissional do Coritiba no dia 18 de maio, na vitória de 4 a 2 sobre o Londrina, em Londrina. Conseguiu ganhar a confiança da diretoria e dos torcedores e foi efetivado para o resto da competição.
Agora, Paquito quer o título para confirmar de vez a sua condição de treinador. Ainda é cedo para dizer isso, mas espero continuar no Coritiba ou receber algum convite de outro clube para continuar como técnico do profissional. Tenho mostrado um bom trabalho e mereço esta condição.
Paquito acredita que tudo vai depender muito da conquista ou não do título. Futebol vive de resultado. Não adianta nada fazer um bom trabalho se não for coroado com um título. Por isso, que minha carreira pode mesmo ter um grande impulso se formos campeões.
O técnico Oswaldo Vadão Alvarez nunca teve o gostinho de levantar um troféu de campeão estadual. Os únicos dois títulos desse paulista de Monte Azul foram o Campeonato Brasileiro da Série C, em 95, pelo XV de Novembro (SP), e a Seletiva para a Libertadores, no ano passado, pelo Atlético.
Nos seis primeiros meses de 2000, o treinador perdeu a chance de conquistar três competições importantes: Copa Sul-Minas, Taça Libertadores e Copa do Brasil.
Mas Vadão fez um bom trabalho. Em apenas 11 meses como técnico do Atlético, conseguiu o que nenhum outro treinador conseguiu em toda história: dar credibilidade à equipe no cenário nacional e internacional. O desafio agora é transformar a equipe em realidade. Até o momento o rubro-negro não passa de promessa: construiu estádio charmoso, apesar de inacabado, e não conquistou títulos nacionais e internacionais, maneiras para estabelecer definitivamente o nome do clube.
Independente da conquista do Paranaense, Vadão está valorizado. Nos últimos 30 dias ele foi sondado para dirigir duas equipes. Primeiro foi o Santos, após a demissão de Carlos Alberto Silva. No início desta semana o Corinthians entrou na fila para contratá-lo, para substituir a Oswaldo de Oliveira.
Até agora Vadão vem negando o interesse em deixar o rubro-negro. Ele alega ter um acordo verbal com o atual presidente Ademir Adur que o impede de deixar a equipe na mão. O salário do técnico ronda a casa dos R$ 45 mil. Ele esnobou propostas melhores: de R$ 90 mil mensais, do Santos. O valor de um possível contrato com Timão permanece como uma incógnita.
Antes de iniciar na carreira de técnico, Vadão passou pelo futebol de salão até chegar aos juvenis do Guarani, de Campinas. Estudou Educação Física e terminou como preparador físico. Um dia o técnico do Mogi Mirim caiu e ele foi promovido. O sucesso chegou com a criação do Carrossel Caipira, que consagrou o meia Rivaldo, hoje no Barcelona da Espanha.


