Os técnicos divergem sobre a opção da menina de praticar as duas modalidades. Três vezes por semana Giovana treina ciclismo com a equipe local de 'speed', no Autódromo Ayrton Senna. Em outros dois dias, vai para a pista de terra do Jardim Sabará (Zona Oeste) treinar saltos e manobras. Jean dos Santos acredita que a garota deveria ficar apenas no bicicross, por ser uma modalidade ''anaeróbica, de explosão''. ''Já o mountain bike é aeróbico, e exercita a resistência. Acho que ela só será boa em uma coisa ou na outra'', opinou.
Já Sandro da Rocha não vê qualquer contra-indicação na prática de ciclismo. ''São coisas complementares. O bicicross é básico, é o formador de aptidões. Quando ela chegar a uma determinada idade vai optar naturalmente pelo que achar mais apropriado''.
A garota e o pai dela, Antônio Carlos Anselmo, são da opinião de que ela se exercite à vontade. ''Eu quis fazer ciclismo também para poder treinar todo dia. No bicicross era menos tempo e eu só tinha competição uma vez por mês. Agora, corro direto'', disse Giovana. Ela ficou em 1º lugar nas duas provas estaduais de ciclismo que disputou este ano, em Maringá e Londrina.
O pai da garota nunca tolheu a filha nos esportes. ''Ela joga bola desde pequena, já jogou vôlei e também futsal. Apóio ela em tudo o que faz e consegui até apoio da empresa em que trabalho para bancarem as despesas dela neste Mundial (de bicicross)''. (J.K.)

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