Em meio a tantos fatos recentes para desabonar a imagem do futebol nacional, a última rodada do principal competição do país, a décima, estabeleceu mais um. Agora, as trocas de técnicos nas 28 equipes que disputam o Brasileiro chegaram a dez, uma média de uma mudança por rodada. O último caso foi a demissão de Mário Sérgio pelo Atlético-PR (leia texto na página 1).
No vice-lanterna Guarani, no Santos e no Coritiba, já aconteceram duas trocas de treinador em cada um. O clube do litoral de São Paulo é o exemplo mais recente, mesmo sem estar entre os piores do torneio é o 17º colocado.
Após o empate em 1 a 1 com o Guarani, Serginho Chulapa pediu demissão. Ele já era o segundo a comandar o Santos no Nacional. Antes, Serginho havia sido o auxiliar de Geninho. O escolhido para assumir agora foi Cabralzinho, vice-campeão brasileiro com o Santos em 1995.
No Guarani, a campanha ruim na competição já vitimou Hélio dos Anjos e Luiz Carlos Martins. Hoje, o treinador é Zé Mário, que fez sua estréia domingo.
Para o Coritiba, as circunstâncias foram diferentes. O técnico que iniciou o campeonato foi Ivo Wortmann. Com a saída de Paulo César Carpegiani do Cruzeiro, ele foi convidado a treinar a equipe mineira e topou. Paquito, que era auxiliar de Wortmann, assumiu por duas partidas uma vitória sobre o Vasco e, depois, uma derrota para o Santos. Após isso, Ricardo Gomes começou a trabalhar.
No Vasco, também chegou a haver um treinador entre a saída de Joel Santana e o início do trabalho de Hélio dos Anjos. Alcir Portela dirigiu o time em um jogo, mas com o novo técnico já apresentado aos atletas na véspera.

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