Técnicos concordam: Paraná já é campeão
Por mais que tentassem evitar afirmar que o título está nas mãos do Paraná, os técnicos Gilberto Pereira, da Adap, e Luís Carlos Barbieri, do próprio Paraná, deram a entender que a taça vai mesmo para a Vila Capanema. Temos que ser realistas. Ficou complicado, principalmente pelo momento que o Paraná está. Queremos, agora, pelo menos nos despedir de forma honrosa, de preferência com uma vitória, disse Pereira, em tom resignado.
Olha, 3 a 0 numa final é difícil reverter mesmo. Mas no futebol, temos que ter os pés no chão para não sermos surpreendidos, alertou Barbieri. Pereira deixou o gramado decepcionado com seu time. Para ele, cada jogador quis resolver sozinho o que foi determinante para o resultado. O diferencial foi a aplicação tática. Foi uma fatalidade, esse não é o nosso futebol. Não tivemos o respeito devido por uma equipe como a do Paraná. Nós jogamos como Paraná e o Paraná jogou como Adap. Houve um excesso de individualidade também, desabafou o
treinador.
Enquanto Pereira reclamava dos seus comandados, o rival comemorava a aplicação de seus jogadores. Foi uma equipe determinada e taticamente perfeita, avaliou.
Se os dois técnicos acham que o Campeonato Paranaense está decidido, os jogadores mantém o discurso de que ainda dá. Se eles vieram aqui e conseguiram construir o placar elástico, nós também podemos fazer isso lá. Provamos que temos força ao passar por Atlético e Coritiba, afirmou o volante Felipe Alves, melhor jogador do time ontem. Fomos mais felizes hoje, mas precisamos manter os pés no chão porque não tem nada definido, alertou o artilheiro Leonardo.
Gilberto Pereira ainda reclamou do apito de Evandro Rogério Roman em dois lances. O pênalti inexistente que ele deu abriu uma situação e o gol anulado outra. Foram dois lances capitais que poderiam mudar a história do jogo, reclamou o treinador. Fora isso, o Evandro foi perfeito, mas mais uma vês fomos prejudicados. (T.M.)





