Técnicos começam a perder fama de retranqueiros
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sexta-feira, 06 de dezembro de 2002
Agência Folha 
São Paulo - Parreira e Leão são retranqueiros? O Campeonato Brasileiro está pondo no chão a incômoda fama que os dois técnicos finalistas sempre carregaram desde que o primeiro deixou de ser preparador físico e o segundo, goleiro.
Se retranqueiro é aquele que abdica de atacar com o propósito de montar uma defesa sólida e não ver sua equipe tomar muitos gols, o adjetivo não cabe de nenhum jeito, no torneio deste ano, nem ao corintiano, nem ao santista. Ambos os times alvinegros e paulistas que passam a decidir o título nacional, além de tomar muitos gols, são donos de ataques eficientes.
O Corinthians do técnico Carlos Alberto Parreira marcou 48 gols em 29 partidas e apresenta uma média de 1,66 gol por partida. Já o Santos de Émerson Leão chegou 54 vezes às redes adversárias, atingindo a média de quase dois gols por partida (1,86). Neste Brasileiro, só o São Paulo, que foi eliminado nas quartas-de-final, ultrapassou a média de dois gols por jogo, 2,19.
Lá atrás, o time do Parque São Jorge está longe de ser impenetrável: tomou 41 gols, o que resulta uma média de 1,41 por jogo. Na defesa, o desempenho santista é levemente melhor que o corintiano. Levou 39 gols e mostra uma média de 1,34 gol por partida.
Arbitragem A CBF anunciou o árbitro para o confronto de domingo, pela final do Campeonato Brasileiro. O escolhido é o goiano Antônio Pereira da Silva. Os seus assistentes serão Jorge Paulo de Oliveira Gomes, do Distrito Federal, e Aristeu Leonardo Tavares, do Rio de Janeiro.


