Técnicos analisam água do Couto Pereira
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segunda-feira, 03 de setembro de 2001
Julio Cesar Lima<BR>De Curitiba 
A água consumida no estádio Couto Pereira e no Centro de Treinamento da Graciosa, ambos do Coritiba, está sob suspeita. Depois que uma forte intoxicação atingiu 24 jogadores e diversos funcionários do clube, no sábado, a Vigilância Sanitária resolveu investigar ontem a qualidade da água e dos alimentos digeridos pelos Coxas. A análise da coleta feita nas sedes, será feita pelo Laboratório Central e o resultado deve ser divulgado nesta semana.
Com a polêmica em torno da condição da água, a Sanepar encaminhou rapidamente um comunicado oficial isentando-se de qualquer tipo de irregularidade. A empresa tem sido acusada de não manter uma boa qualidade de seu produto por causa da invasão de algas na Represa Iraí, que tem provocado mau cheiro e gosto duvidoso na água distribuída.
Segundo o comunicado oficial, a água consumida pelo clube tem origem em um poço artesiano do Coritiba. ''A água distribuída pela Sanepar apresentou resultado negativo quanto à contaminação bacteriológica e está rigorosamente dentro dos padrões de potabilidade'', diz a nota.
O Coritiba também tenta encontrar o motivo da confusão. O clube apresentou o último laudo de potabilidade de sua água em 16 de agosto de 2000. Pelo laudo, a água do poço é potável e mineral. No domingo, momentos antes do jogo contra a equipe carioca, os médicos do clube acreditavam ser a água a causadora dos estragos.
O caso começou na noite de sábado, quando 13 jogadores dos juniores e 11 profissionais que estavam concentrados no clube começaram a passar mal, com diarréias. Os casos mais graves foram do goleiro Marcelo Cruz, do ala Juliano e do zagueiro Allan, que permaneceram hospitalizados durante o domingo.
Além deles, Fabinho, Chris, Felipe Alvim, Pepo e Danilo, que estavam relacionados para a partida também foram para o estaleiro. Os meias Messias e Reginaldo Nascimento, além do atacante Rincón continuaram com sintomas após a partida.


