Curitiba - Os detalhes, principalmente em decisões, podem definir o campeão, e tanto o Atlético quanto o Coritiba não querem ser surpreendidos na primeira partida da final do Paranaense, amanhã. Por isso, os técnicos Casemiro Mior e Antônio Lopes aproveitaram para ensaiar a marcação e as jogadas ofensivas em bolas paradas.
O técnico Casemiro Mior, como prometido, fechou as portas dos treinos no CT do Caju. Ele aproveitou o dia para realizar as jogadas ensaiadas com cobranças de falta, escanteios e também alterações no esquema tático e posicionamento, que podem mudar durante a partida. O zagueiro Baloy tem retorno certo ao time e o treinador decide hoje se escala ou não o volante/zagueiro Cocito no meio-de-campo, no lugar de Fabrício. O ataque deve ser formado mesmo por Aloísio e Dênis Marques, com a entrada de Maciel no segundo tempo.
Coritiba - O técnico alviverde Antônio Lopes ensaiou fazer mistério sobre a equipe que vai atuar no domingo mas acabou não realizando treinos secretos. O time, que não terá a presença do zagueiro Flávio, do meia Reginaldo Vital e do lateral-esquerdo Rubens Júnior, suspensos, deve ser bem parecido com o da última partida, com exceção do retorno Luís Carlos Capixaba, após cumprir suspensão automática.
Com o deslocamento de Reginaldo Nascimento para a defesa, o meio-de-campo será composto por Márcio Egídio, Capixaba, Marquinhos e Jackson ou Rodrigo Batata. A maior dúvida do treinador está entre os dois últimos e, apesar de Batata estar atuando mais nos últimos jogos, Jackson é quem deve começar a partida entre os titulares.
Bateria - A entrada dos instrumentos musicais só está liberada para os torcedores do Coritiba no domingo, o que gerou polêmica na Capital. Torcedores e membros das organizadas do Atlético reclamaram junto a Secretaria de Segurança Pública o direito de igualdade, ou seja, de poder entrar também com a bateria no Pinheirão.
Os alviverdes se defendem dizendo que a medida foi um consenso, com ata assinada, na reunião entre clubes, o policiamento, entidades e dirigentes, no meio da semana, na Federação Paranaense de Futebol (FPF). Como na Kyocera Arena é vetada a entrada de instrumentos musicais, ficou acertado que os atleticanos não poderiam entrar com a bateria, já que os coxa-brancas não vão fazer o mesmo na partida de volta, no dia 17.
Ontem, porém, o presidente do Esquadrão da Torcida Atleticana (ETA), Doático dos Santos, continuou pressionado o secretário de Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazzari, para tentar liberar a entrada com charangas, buzinas e bateria. Delazzari, em nota oficial divulgada na tarde de ontem, informou que o policiamente prevê tratamento igual para ambas as agremiações e seus torcedores. No entanto, confirmou a proibição da entrada dos atleticanos com instrumentos musicais porque não quer interferir no acordo assinado na última quarta-feira.

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