O técnico da seleção turca, Senol Gunes, concentrou seus esforços nos últimos dias em colocar na cabeça de seus atletas que eles têm possibilidades reais de vencer o Brasil. Ele deixa claro que existe dentro do grupo um certo clima de vingança pelo fato de os turcos terem sido derrotados pela seleção brasileira por 2 a 1 na primeira fase. ‘‘Não merecíamos perder do Brasil, que contou com a ajuda do árbitro, e agora não podemos desperdiçar esta nova oportunidade para fazer história’’, afirmou Gunes.
A motivação da Turquia para chegar à sua primeira final é muito grande. Afinal, ela disputa na Coréia e Japão seu segundo Mundial após 48 anos – a única oportunidade havia ocorrido na Copa da Suíça-54.
Das muitas mudanças que ocorreram no futebol turco para que chegassem à semifinal da Copa do Mundo, a maior aconteceu na mentalidade dos jogadores. Hoje, eles não aceitam ser vencidos. ‘‘Se alguém previsse há 10 anos que a Turquia estaria jogando uma semifinal de Copa do Mundo contra o Brasil e que os brasileiros estariam preocupados com a Turquia, ninguém acreditaria’’, disse o atacante Ilhan Mansiz, autor do gol que classificou o time na morte súbita diante dos senegaleses.
Mansiz está cotado para sair jogando desde o início no lugar do capitão Hakan Sukur. Além de não ter marcado nenhum gol, Sukur se mostra desentrosado com os demais companheiros e mal posicionado dentro de campo.
O crescimento do futebol turco se deve também pelo fato de o Galatasaray ter vencido a Copa da Uefa, em 2000. ‘‘Existe uma coisa que eu costumava dizer no Galatasaray: Nossos objetivos são maiores do que algumas pessoas podem imaginar’’, disse o meia Umit Davala. (Agência Folha)

mockup