Saitama, Japão - O técnico da Turquia, Senol Gunes, disse que a sua equipe tem 50% de chances de bater o Brasil no confronto da semifinal, na próxima quarta-feira, na cidade japonesa de Saitama, às 8h30 (horário de Brasília).
‘‘O Brasil é uma ótima equipe, mas nós estamos melhorando durante a competição. Portanto, temos 50% de chances de vencê-los. Se Deus nos ajudar, poderemos levantar a taça’’, disse Gunes. Para os turcos, a partida desta quarta-feira será a oportunidade de vingança da derrota por 2 a 1 sofrida na primeira fase, quando as duas equipes estavam no Grupo C.
‘‘Não merecemos perder a primeira partida. Isso só aconteceu por um erro do árbitro (que marcou um pênalti sobre o atacante Luizão, mas o jogador brasileiro estava fora da área). Espero que isso não aconteça novamente, porque então poderemos chegar na decisão.’’
O atacante Ilhan Mansiz, que marcou o gol da vitória contra os senegaleses, poderá ganhar uma vaga no time titular. Hakan Sukur, a principal estrela turca, não marcou gol em cinco jogos na Copa.
Os jogadores da Turquia têm feito piadas, mas dizem não guardar rancor dos brasileiros e ter admiração pelo futebol verde-amarelo.
O zagueiro Alpay Ozalan, que foi expulso após cometer falta em Luizão, disse que aquela partida já faz parte do passado. ‘‘O que passou, passou. Perdemos para eles (brasileiros), mas não podemos nos esquecer que, se nos classificamos, foi também porque eles jogaram com seriedade na última partida’’, disse o atleta, em entrevista à TV turca. Ozalan referia-se ao fato de o Brasil ter goleado a Costa Rica. Se tivesse empatado, seriam os costarriquenhos que teriam se classificado.
Hakan Unsal é da mesma opinião. Embora reclame de Rivaldo, que simulou ter recebido uma bolada no rosto, provocando sua expulsão, diz que o vilão foi o juiz (o sul-coreano Kim Young-joo). ‘‘Ele caiu na do Rivaldo.’’ De fato, se Unsal merecia ser expulso, afinal, acertando ou não o rosto do brasileiro chutou a bola em sua direção, Rivaldo também poderia ter sido expulso. Mas ele diz que a boa atuação contra a Costa Rica redimiu o futebol brasileiro perante os turcos.
Brincadeiras à parte, o técnico Senol Gunes acha que a semifinal será diferente. ‘‘Fomos crescendo na competição e jogaremos melhor em Saitama do que na estréia. Se já demos trabalho aquela vez, agora com certeza daremos em dobro.’’

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