Animada pela goleada sobre os Emirados Árabes que lhe garantiu a passagem para a fase semifinal da Copa das Confederações, a República Tcheca sabe que terá problemas sérios contra os campeões do mundo, mas seu técnico Dusan Uhrin acredita que possa superar a Seleção Brasileira e disputar o título da competição. ‘‘Seria louco se não respeitasse o Brasil, mas aprendi há muito tempo que, em futebol, surpresas acontecem.’’ Uhrin até agora não se conformou com o fato de os tchecos, apesar de serem os atuais vice-campeões europeus, estarem fora da Copa do Mundo da França. Surpresas acontecem.
Os belos gols dos 6 a 1 aplicados nos Emirados ainda ontem eram exibidos com insistência pelas emissoras de tevê árabes, como que servindo de advertência ao Brasil. Para os tchecos, porém, será necessário jogar até mais do que na véspera para derrotar o adversário, a quem consideram favorito.
Dois jogadores em particular têm deixado muito boa impressão aos adversários e críticos presentes no torneio da Arábia. Na equipe tcheca, desponta o talento, a criatividade e o pulmão de Nedved, da Lazio, da Itália. Ele é o responsável pela organização das jogadas e pela ligação do meio-de-campo com o ataque. Tanto pode ser visto concluindo a gol - marcou dois contra os Emirados - como servindo os companheiros de frente ou auxiliando os três zagueiros e o líbero Svoboda. ‘‘É um craque’’, definiu o lateral brasileiro Cafu, da Roma. ‘‘Nos enfrentamos pelo Campeonato Italiano e perdemos por 3 a 1.’’
O outro destaque da equipe é o atacante Smicer, artilheiro da Copa do Rei, com cinco gols em dois jogos. Ele joga no Racing Lens, da França, marcou dois gols no empate por 2 a 2 com a África do Sul e mais três na quarta-feira, contra os Emirados Árabes. Ao todo, a equipe tcheca trouxe para Riad nove jogadores que atuam fora do País.

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