Técnico reservou camisa especial para Dentinho
São Paulo - Dentinho já usou os números 24 e o 31 desde que foi promovido ao Profissional do Corinthians, em 2007. Este ano vestiu até a camisa 10 em uma partida isolada, contra o Mirassol, antes de o time definir a numeração fica para a Libertadores. Mas quando o nome dos inscritos foi enviado à Conmebol, o atacante ganhou a 17. Ele não entendeu o motivo, ficou até chateado porque imaginou que seria realmente reserva, mas Mano Menezes avisou que o jogador seria seu talismã na competição. E o gol de empate contra o Independiente, no final do jogo em Bogotá, mostrou que o técnico estava certo.
''Ele não é o 17 à toa. É um número especial para mim. No acesso com o Grêmio para a Série A, em 2005, o Anderson fez o gol (contra o Náutico, na 'batalha dos Aflitos') e era o 17. No Corinthians, o Herrera fez um monte de gol jogando com essa camisa e virou ídolo. Então a reservei para alguém que acho que pode resolver'', contou o técnico, que nunca escondeu ser supersticioso.
Com cinco gols, o garoto de 21 anos é o artilheiro da temporada mesmo sem ter sido titular na maioria das 16 partidas. Decidiu as últimas duas, contra São Caetano, anotando o gol da vitória, e em Bogotá evitando a derrota. ''Tive um momento ruim, todos viram. Mas estava com dor no tornozelo e falaram que era por problema com empresário, não sei o quê. O torcedor tem que entender que eu sou meu empresário, então sou o mais interessado em jogar bem'', diz o jogador.
Quando ouve que Mano Menezes o considera titular, Dentinho sorri, mas não parece muito confiante. ''Quero começar em todos os jogos. Sei que tem revezamento, todo mundo cansado, mas meu negócio é entrar em campo.''
Se Dentinho, está ganhando espaço, Tcheco parece estar perdendo. Jogador contratado diretamente por Mano Menezes, que o convenceu, ainda em meados do ano passado, a não renovar com o Grêmio e acertar com o Corinthians, sua ausência no time titular na última partida causou surpresa. (A.E.)





