O técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, não se cansa de desafios. Depois de levar a seleção brasileira feminina de vôlei aos melhores resultados de sua história, como a conquista do bicampeonato do Grand Prix, da medalha de prata no Mundial de 1994 e de bronze na Olimpíada de Atlanta, o treinador quer abrir caminho para a formação de nova geração, sem jogadoras importantes como a levantadora Fernanda Venturini, sua mulher, que quer ficar grávida e não pretende mais jogar na seleção.
Há cinco anos no cargo, ele deve ficar à frente da equipe até 2002, quando será disputado novo Campeonato Mundial no Brasil. Bernardinho quer, a curto prazo, mesclar a seleção com jogadoras jovens e experientes. ‘‘É fundamental que as atletas mais novas tenham o apoio das veteranas na reestruturação da equipe’’, diz o treinador, que pretende conversar com Ana Moser e Márcia Fu para conhecer a disposição das jogadoras em ajudar em seu trabalho. ‘‘Temos um número limitado de boas atletas jovens e as veteranas são importantes.’’
A preocupação imediata do treinador é com o time do Rexona, que tenta o bicampeonato da Superliga. Por isso mesmo, deixou para conversar com o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, depois do fim da competição. O treinador quer tratar de assuntos como as condições de preparação da equipe e calendário. Só depois da Superliga também convocará as 15 ou 16 atletas que treinarão para a BCV Cup, na Suíça, e para o Pan-Americano de Winnipeg.
Bernardinho lembra que esta temporada terá competições importantes como o Grand Prix e a Copa dos Campeões do Japão, primeira seletiva da equipe para a Olimpíada de Sidney. ‘‘Temos de renovar o grupo e não perder de vista os resultados’’, comenta o ex-levantador da seleção brasileira, medalha de prata na Olimpíada de Los Angeles, em 1984. ‘‘A competição japonesa é um exemplo das dificuldades, pois será extremamente competitiva e dará apenas três vagas para Sidney.’’

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