A Noruega tem duas preocupações para o confronto contra o Brasil, em Marselha, que para ela se tornou decisivo. A primeira: as provocações do técnico Egil Olsen, feitas durante todo o primeiro semestre, que só serviram para motivar ainda mais o time de Zagallo. A segunda: a possibilidade de que Denílson atue.
De acordo com o técnico norueguês, o meia é o atleta mais habilidoso do Mundial. Em entrevista à imprensa norueguesa, Olsen não poupou elogios ao futebol de Denílson. ‘‘Hoje em dia cada vez há menos espaço para o craque-nato, aquele jogador que dribla, que procura as belas jogadas, encanta o mundo e faz a beleza do futebol... O Denílson é uma das raríssimas exceções. É o jogador mais perigoso do Brasil’’, afirmou.
Mas o técnico norueguês, que não é conhecido exatamente pela modéstia, foi um pouco mais longe ao analisar o futebol de Denílson. E o comparou justamente com o seu, nos tempos em que era jogador da seleção da Noruega. ‘‘O estilo dele lembra o meu, se bem que na minha época a marcação não era tão forte’’, explicou o técnico, que até hoje é conhecido como ‘‘Drillo’’, justamente por ter sido um exímio driblador.
Ao tomar conhecimento das declarações de Olsen, Denílson abriu um grande sorriso e manifestou surpresa. ‘‘Fico muito contente que ele tenha dito isso, principalmente porque já falou tão mal do nosso time. Ele não é o primeiro que me elogia. O técnico de Marrocos (o francês Henri Michel) também falou bem do meu futebol. Só falta o Zagallo concordar com eles.’’
Desde o empate contra a Escócia na última terça, 1 a 1, em Bordeaux, Egil Olsen tem enfrentado uma situação delicada com a imprensa e a torcida norueguesas. Ele tem sido questionado sobre os comentários que fez a respeito do Brasil (criticou o esquema de Zagallo e disse que pelo menos dez seleções têm condições de vencer a Seleção Brasileira) , que só acabaram servindo para instigar o adversário.
Abatido com as críticas que tem recebido, o treinador moderou um pouco o discurso sobre o Brasil e aproveitou para alfinetar seus jogadores, dizendo que estes o decepcionaram. No entanto, Olsen ainda tem recaídas e aproveita para lembrar que a Noruega não está fora. ‘‘Estamos no jogo e temos 50% de chances de ganhar do Brasil. Ainda não somos carta fora do baralho.’’

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