Técnico negocia a liberação de jogadores para completar o time
Das agências
Do Rio de Janeiro e Madri
A história se repete toda vez que a Seleção Brasileira tem um amistoso pela frente. E para a partida contra a Tailândia, dia 23, em Bangcoc, não será diferente. Depois da convocação de nove jogadores que atuam no exterior, o técnico Wanderley Luxemburgo terá que quebrar a cabeça para completar a lista para o primeiro jogo da Seleção principal no ano 2000. Isto porque os principais clubes do País estarão envolvidos na reta final dos torneios regionais, como o Rio-São Paulo e a Copa Sul-Minas.
Para não prejudicar as equipes, Luxemburgo vai aproveitar os próximos dias para negociar a liberação de alguns jogadores. O treinador afirmou que entende a posição dos clubes, mas lembrou que sacrifícios terão que ser feitos neste ano, em razão das Olimpíadas de Sydney e das Eliminatórias para a Copa de 2002.
Chamaremos sempre os jogadores considerados necessários. Até entendo que os clubes queiram seus jogadores à disposição, mas é na Seleção que os jogadores se valorizam, justificou Luxemburgo.
O treinador esperará a rodada deste fim de semana do Rio-São Paulo e da Sul-Minas, que definirá os semifinalistas, para depois completar a convocação, o que deve acontecer no máximo até a próxima segunda-feira. A tendência é que ele chame de nove a onze jogadores, que se juntarão aos nove estrangeiros, a dois dias do amistoso, já em Bangcoc.
Na lista, alguns nomes parecem certo, como do atacante Ronaldinho, até porque o Grêmio já não tem chances de classificação na Copa Sul-Minas. O Corinthians, que vem disputando o Rio-São Paulo com uma equipe de reservas, deve ceder o goleiro Dida e o volante Vampeta, mesmo que se classifique para as semifinais do torneio regional.
Outros cotados são o goleiro Marcos (Palmeiras), os zagueiros Roque Júnior (Palmeiras) e Álvaro (São Paulo), o lateral Athirson (Flamengo), o volante Marcos Paulo (Cruzeiro) e o meia Alex (Palmeiras).
Na última terça-feira, Luxemburgo anunciou os nomes de nove jogadores que atuam no exterior. Cafu (Roma), Evanílson (Borussia Dortmund), Roberto Carlos (Real Madrid), Fábio Bilica (Venezia), Rivaldo (Barcelona), Elber (Bayern de Munique), Jardel (Porto), Emerson e Zé Roberto (Bayer Leverkusen).
Na Espanha, a convocação de Rivaldo e Roberto Carlos causou indignação. Os dois estarão em campo pela seleção três dias antes do clássico entre Barcelona e Real Madrid. Os dirigentes do Barcelona estão ameaçando não liberar Rivaldo, pelo menos enquanto o clube estiver lutando pelo título espanhol.
O presidente do Real Madri, Lorenzo Sanz, engrossou ontem o coro dos dirigentes europeus insatisfeitos com o técnico Luxemburgo. Sanz classificou de barbaridade a convocação do lateral Roberto Carlos para o amistoso contra a Tailândia. Fica muito difícil para os clubes atender as soliticações das seleções, ainda mais para partidas que não têm a menor importância, como esta.





