O novo técnico do Cascavel, Ribeiro Neto, 49 anos, que iniciou ontem o trabalho de campo com os jogadores, mas vinha acompanhando as atuações da equipe, acha que ela tem sido ‘‘muito diplomática’’, ou objetivamente, deixa adversários à vontade, sem marcação dura.
A consequência é resultados como o da estréia no Torneio Seletivo para o Campeonato Paranaense de 2001, com a derrota para o Cataratas. ‘‘O time tem que pegar forte, o que não significa ser violento’’, afirma Ribeiro, ex-jogador do Flamengo e ex-técnico do Sergipe (SE), e empresário de jogadores.
O treinador assistiu vários jogos do Cascavel – inclusive contra o Cataratas –, clube para o qual emprestou jogadores como o lateral Teral e o centroavante Deja. Por isso, diz ‘‘conhecer bem o elenco’’ e saber de suas possibilidades na competição.
Ribeiro observa que o Torneio Seletivo é ‘‘dificílimo’’ e de curta duração. Por isso, a equipe ‘‘não pode ficar jogando bonito e não ganhar’’. A ‘‘ordem’’ é ‘‘pegar firme’’ já contra o Marechal, de Marechal Cândido Rondon, domingo, no Estádio Olímpico Regional.
Para este jogo, um dos desfalques é o volante Veloso, que cumprirá suspensão por cartão vermelho, o primeiro recebido por um jogador do Cascavel na temporada. O que mostra ser o time muito disciplinado, mas por outro lado reforça o entendimento de Ribeiro Neto de que a equipe não tem ‘‘pegada forte’’.
O zagueiro Fábio Lima é dúvida, pois se recupera de contusão no pé, ainda no amistoso com o Cianorte no final de maio. Por isso, o time que sai jogando só deve ser definido momentos antes da partida contra o Marechal.

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