Técnico fazia muitos negócios no Paraná
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quinta-feira, 24 de agosto de 2000
Ed Carlos Rocha De Curitiba 
Investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público por crime de sonegação fiscal, o técnico da Seleção Brasileira, Wanderley Luxemburgo, arrematou em Curitiba três dos seus carros adquiridos em vários leilões públicos no Rio de Janeiro. A compra dos carros, que era feita pela sua procuradora, a advogada Renata Carla Moura Alves, é um dos caminhos que a Polícia Federal está seguindo para tentar comprovar a sonegação de impostos.
O leilão em Curitiba foi feito no dia 19 de setembro pela Procuradoria da República. Eram automóveis apreendidos a pedido do Ministério Público Federal do Paraná por terem sido importados ilegalmente pelo empresário Cristóvan Dionísio Buarque. Por R$ 113 mil, Luxemburgo arrematou um Porsche modelo 911 Carrera, que estava avaliado em R$ 120 mil. Além desse automóvel, também levou dois Jeep Grand Cherokee por R$ 102 mil.
Além dos carros, Luxemburgo, que foi treinador do Paraná Clube no segundo semestre de 98, tem outras ligações com o Paraná. Em 97, abriu em socidade com o empresário Sérgio Malucelli um bar temático em um centro de entretenimento de Curitiba. O empreendimento não vingou e fechou oito meses depois.
O técnico está construindo, em sociedade com o presidente do Iraty Sport Club, Sérgio Malucelli, uma fábrica de isotônicos em Irati. A bebida deve se chamar Beverage. Ontem, Malucelli negou qualquer sociedade com Luxemburgo em passe de jogadores. Não sou empresário de jogador, afirmou.
A contratação do meia Arinélson, do Iraty, pelo Santos, em 1997, foi acompanhada da informação de que Luxemburgo, então técnico santista, ficara com 30% do passe do atleta. As negociações foram conduzidas pessoalmente por Luxemburgo, que se deslocou a Irati para fechar o negócio. Em auditoria realizada este ano no clube, não foi encontrado qualquer documento referente à sociedade do técnico na aquisição do passe do atleta.
(Colaborou Agência Estado)


