Técnico faz de tudo para ficar no Corinthians
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sexta-feira, 09 de setembro de 2005
Das Agências 
São Paulo - Márcio Bittencourt sabe que é questão de tempo sua saída do comando técnico do Corinthians, mas procura agir como se tudo estivesse nos eixos. Diz ter o ''respaldo da diretoria'' do clube embora seja público e notório que o presidente Alberto Dualib quer trocá-lo, posição idêntica ao do homem-forte da MSI, Kia Joorabchian e que sua principal preocupação é preparar o time para a partida de amanhã, contra o Atlético-PR, no Pacaembu. A pressão, no entanto, levou o treinador a mudar ontem a sua rotina.
O treino, por exemplo, começou com atraso. Primeiro, Márcio deixou os jogadores esperando por 40 minutos, sentados no gramado do campo do Parque São Jorge. ''Estava tendo umas conversas'', justificou o técnico. Quando chegou, conversou por 15 minutos com os jogadores. Foi feita uma roda, com uns abraçados aos outros, mas as expressões estavam tensas. Por fim, o treinador falou isoladamente com o meia Carlos Alberto. Mais cinco minutos de conversa. Só então o treinamento começou.
Já era noite quando Márcio resolveu enfrentar os jornalistas. E foi logo avisando que permanece no cargo. ''Enquanto eu tiver respaldo da diretoria (do clube), continuo como treinador. ''Mas a diretoria está livre para trocar quando quiser. Não penso no Márcio e sim na entidade Corinthians'', garantiu horas antes, perdera o apoio da principal organizada do clube, que distribuiu manifesto pedindo sua saída. No entanto, no clube é comum ouvir conselheiros criticando seu trabalho, particularmente as substituições que faz, consideradas equivocadas.
Em seguida, Márcio revelou que, no dia anterior, ficou até meia-noite reunido com dirigentes (não disse quais), tratando de ''assuntos administrativos''.
Márcio garante também que não se demite, atitude que só tomaria se perdesse o respaldo do grupo. ''Só peço demissão quando perceber que não tenho o grupo na mão'', afirmou, negando ter problemas com jogadores como Roger e Sebá, como foi comentado depois da partida contra o São Paulo. ''Não tenho problema com jogador, a gente percebe isso quando alguém pára de correr. Mas olhando o olho de cada um deles, vejo que tenho o grupo na mão.''
Jô O atacante Jô sofreu fratura no tornozelo direito e ficará pelo menos seis semanas fora da equipe. O diagnóstico foi dado pelo departamento médico do clube, que ainda informou que o atleta sofreu lesão nos ligamentos.
Jô foi atingido pelo volante são-paulino Mineiro no clássico de quarta-feira e, após a entrada, foi substituído por Rosinei. ''É muito ruim perdermos um atleta como o Jô neste momento'', disse Márcio.
O atacante foi vendido a um grupo de empresários estrangeiros por US$ 5,25 milhões (cerca de R$ 12 milhões) e vai defender o Benfica, de Portugal, na próxima temporada.
A diretoria corintiana exigiu, para vender o atleta, que ele ficasse até o final do Brasileiro. Sem Jô, o ataque terá Tevez e Nilmar contra o Atlético-PR. O meia Rosinei será improvisado na frente.


