São Paulo - O nome do próximo treinador da seleção brasileira masculina só será conhecido em dezembro - provavelmente será um estrangeiro -, mas sua permanência com a equipe certamente será datada. O presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Grego Bozikis, afirmou que o contratado ficará apenas o período necessário para classificar o país aos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Ou seja, assume o time somente para a disputa do Torneio Pré-olímpico Mundial, em julho.
''Ele virá somente para classificar a equipe'', garante o dirigente, para quem o escolhido terá atribuições bem específicas na tarefa. ''Ninguém vai mudar nossa maneira de jogar, nossa velocidade, nosso tiro de três. Queremos um técnico que agregue o pouco que nos falta''. Para Grego, este pouco corresponde a domínio de jogo (bola) e maior constância durante as partidas. ''Já vimos que os europeus têm isso''.
Na opinião do dirigente, o reforço estrangeiro responde a uma contingência momentânea. ''Entendemos que seria o melhor a fazer agora. Não quer dizer que os técnicos brasileiros não têm qualidade. Simplesmente não conseguimos fazer isso (classificar) agora''.
Com a missão cumprida, o estrangeiro deverá desenvolver outro trabalho com a seleção. ''Se der certo, ele ficará como uma espécie de consultor, dando palestras, clínicas, cursos''. A idéia de contar com uma ''consultoria internacional'' para a equipe não é de agora, afirma. ''Queríamos que viesse fazer este trabalho de assessoramento durante este ano, mas não foi possível''.
Grego, que foi à Espanha acompanhar a disputa do Campeonato Europeu e aproveitou para apresentar a candidatura brasileira como sede do Pré-olímpico de 2008 e para sondar alguns prováveis candidatos ao cargo, garante que não haverá dificuldades econômicas para realizar a contratação. ''Não há problema financeiro'', garante.

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