Munique - O técnico Luiz Felipe Scolari conta com a torcida dos brasileiros para levar Portugal à decisão da Copa do Mundo-06. Em entrevista coletiva concedida ontem, o comandante da seleção lusitana destacou a relação entre os dois países e descartou a hipótese de substituir Carlos Alberto Parreira à frente dos pentacampeões mundiais.
''Pelos nossos laços com o Brasil, não só os meus, mas de todo Portugal, eu sei que o Brasil estará torcendo por nós'', afirmou o treinador, que acumula 12 jogos invictos em Copas são 11 vitórias e um empate, contra a Inglaterra, nas quartas-de-final do torneio deste ano.
Questionado sobre a possibilidade de assumir o comando da equipe brasileira, o gaúcho disse que voltará ao país depois do Mundial, mas com outra finalidade. ''Em julho eu vou para o Brasil, nas minhas férias''.
Luiz Felipe revelou que aproveitará o período após o torneio para descansar e avaliar o futuro de sua carreira. ''Não quero falar nada agora. Quando se encerrar a Copa vou pensar no que fazer. Talvez eu fique parado uns dois ou três meses. No momento não penso em Brasil, não penso em Portugal e não penso em nenhum clube'', concluiu.
Favorita Scolari disse que a França é a favorita para vencer o duelo semifinal que as duas equipes irão travar hoje e que esta partida deve ser mais difícil para a sua seleção que uma possível final, quando enfrentaria Itália ou Alemanha. ''Pelo histórico, a favorita seria a França, pelos títulos que já conseguiu, pelos jogos que já venceu. Mas Portugal tem se superado e quem sabe não pode mudar esta história. Nem sempre o grande favorito vence'', afirmou o treinador.
O técnico disse ter ficado ''estupefato'' com o conteúdo de uma reportagem do jornal francês ''France Soir'' às vésperas do confronto entre os dois países.
O diário escreveu que ''Costinha tem gestos de vilão'', ''Petit compensa a falta de técnica com brutalidade'' e ''Deco é um selvagem sem fair-play''.
''Não consigo entender. Depois de tudo que a Fifa faz, que vocês (jornalistas) fazem, que os jogadores fazem dentro de campo, mostrando que existe solidariedade, amizade, amor, carinho, que não existe cor, raça, credo, a gente houve uma declaração deste tipo. No primeiro momento fiquei estupefato. Depois, pensei que era uma coisa bem pensada, porque faz com que os atletas franceses fiquem mais ''picados'', e talvez faça com eles lutem mais'', disse. (Folhapress)

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