Técnico e jogadores defendem diretoria
A crise no Grêmio Maringá não tem culpado. Pelo menos é o que dizem as pessoas envolvidas diretamente no clube. Com exceção do presidente Aurélio Almeida, todos usam o discurso de que a culpa é de todos.
''É hora de ninguém se esconder. Todos somos responsáveis'', disse o zagueiro Márcio, capitão do time. ''Faltou organização desde o começo e os problemas do presidente também prejudicaram. Não estou contra ele, pelo contrário, penso até em permanecer aqui'', acrescentou, mantendo a postura dos atletas de não criticar a diretoria.
''Quando vim para cá, sabia que seria difícil evitar o rebaixamento. Procurar culpados agora é difícil. Todos têm as suas parcelas de culpa. O grupo teria que ser mais qualificado'', afirmou o técnico Play de Freitas, que deve permanecer no clube, pois, segundo ele, tem um ''compromisso a longo prazo''.
Já quem brilhou com a camisa do Galo tem opinião formada. ''É lamentável, muito trite. Uma das coisas que atrapalhou foi a falta do presidente. Ocasionou todo o resto, falta de salário, de estrutura e deu no que deu. Agora, tem que começar do zero'', opinou o ex-atacante Itamar Bellasalma, atual técnico do Roma e herói do título Paranaense de 77 do Grêmio.
O torcedor símbolo do clube concorda. ''Lamentável. Em 13 anos caímos cinco vezes. A culpa é da administração. A solução seria a cidade ajudar, mas ele (Almeida) falou que não queria ajuda de ninguém da cidade'', disse o administrador do Willie Davids, Ortílio Carlos Vieira, o Tilinho.
Almeida se defende. ''Disse que queria primeiro conhecer o pessoal de Maringá, mas em nehum momento falei que não queria a ajuda do pessoal daqui. Não escolhi direito as pessoas que coloquei para cuidar do clube e deu no que deu. Não vou culpar ninguém. Podia me culpar, mas não vou. A culpa é de quem tocou o futebol e chegou onde está''. (T.M.)





