Miroslav Blazevic, técnico da Croácia, sempre foi considerado polêmico. Em sua carreira como jogador, passou de herói a vilão várias vezes e como treinador é amado e odiado pelos croatas. Quando levou o Dínamo de Zagreb, hoje NK Croácia, a ganhar a Liga e a Copa da Iugoslávia, no início dos anos 80, foi considerado um herói nacional. Mas, quando não conseguiu classificar a mesma equipe para qualquer uma das copas européias, sua popularidade foi direto para o fundo do poço.
Como técnico, já sentiu o gosto da glória e do fracasso. Quando o time joga bem, a torcida grita ‘‘Maestro’’, mas quando o selecionado croata joga mal, os mesmos torcedores dirigem palavras que não podem ser repetidas. Sobre a classificação do time para as quartas-de-final, ele confessa que sua carreira está coroada. ‘‘Nunca fui tão feliz’’. Amanhã, contra a Alemanha, ele não poderá escalar seu ‘‘velho amigo’’ Prosinecki: ‘‘Sinto muito em não poder contar com ele. Prosinecki está fora de forma’’.
O capitão da seleção, Boban, disse: ‘‘Contra a Alemanha, temos de ser sérios e lembrar que em 14 Copas, eles chegaram às semifinais em 11 ocasiões. São sérios, duros e têm uma concentração de ferro’’.

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