São Paulo - Paulo César Carpegiani já teve uma passagem a ser esquecida pelo Cruzeiro em 2001, quando não foi campeão com um time recheado de craques como Edmundo, Alex e Rincón. Mas o rival do São Paulo amanhã, em Minas Gerais, gera lembranças muito piores no treinador.
Em 2007, seu trabalho no Corinthians, que seria rebaixado no fim do Brasileiro, foi encerrado após uma derrota por 3 a 0 no Pacaembu para o time celeste de Belo Horizonte. No ano passado, o técnico, que havia sido campeão baiano semanas antes, começou a ser contestado no Vitória ao levar 2 a 0 da Raposa.
Para completar, o comandante, que tem um aproveitamento de 61,7% no Brasileiro deste ano somando seus jogos à frente de Atlético-PR e São Paulo -número superior ao de qualquer time no torneio-, não tem um desempenho melhor porque perdeu por 2 a 0 para o Cruzeiro em Curitiba e, em sua despedida do Furacão, ficou no 0 a 0 em Sete Lagoas (MG).
O treinador não deve usar um sentimento pessoal de vingança para motivar seus atletas. Mas, de alguma forma, ele pode atrapalhar a Raposa que vive no seu pé se vencê-la e ficar com uma vaga na Libertadores que, até poucas semanas atrás, parecia certa para o clube azul. ''Temos que ganhar nossos jogos'', falou.
Boas lembranças
Se por um lado, Carpegiani não costuma dar sorte diante do Cruzeiro, por outro, o time mineiro traz boas lembranças ao Tricolor. Elenco e diretoria são unânimes ao apontar a vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro no Mineirão, na ida das quartas de final da Libertadores, como a melhor partida do São Paulo na temporada. E Fernandão, que estreou no clube naquele jogo e foi fundamental no triunfo e na sequência do time na competição, está garantido no time na quarta-feira. ''Podemos tirar proveito daquele jogo, mas a situação hoje é totalmente diferente'', disse Rodrigo Souto.

mockup