São Paulo, 26 (AE) - Os R$ 700 mil que a Parmalat gastou na contratação de Pena, do Rio Branco, deu a Luiz Felipe Scolari a sétima opção de ataque. O treinador tem para todos os gostos. Se quiser atletas técnicos tem Paulo Nunes e Asprilla. Se a opção recair sobre velocidade, Euller, Edmílson e Pena. Caso resolva apostar em cabeceadores, tem à disposição Evair e Oséas. Mas nem sempre variedade significa tranquilidade. Oséas é o maior exemplo. O jogador, comprado por R$ 8 milhões do Atlético Paranaense, está transtornado. Ele tem sentido a forte concorrência que lhe tirou o status de titular absoluto. Na reserva, treinando mal demais e com dois quilos além dos ideais 83kg, o jogador tem fugido sistematicamente das entrevistas.
Até o experiente Evair já perdeu a paciência com a reserva. Na partida contra o Gama, o jogador de 34 anos não se preocupou em jogar a bandagem que protegia sua coxa esquerda no chão com raiva ao perceber que não entraria no jogo. E também não gostou quando os torcedores gritaram apenas o nome de Asprilla.
"Não é fácil ser atacante do Palmeiras. A disputa é bastante acirrada. Quem dá chance pode nunca mais recuperar a posição. Todos querem jogar, é lógico. E para o bem do grupo todos precisam entender a situação. Momentos de descontentamento são comuns. Mas eu não fiz nada. Não posso mais tirar a minha proteção de coxa?"
Paulo Nunes é de longe o jogador predileto de Luiz Felipe. Não só no ataque como em todo o clube. A relação de respeito profissional e amizade vem de cinco anos. Paulo sabe que o ataque pode ser escalado com o seu nome e mais um. "Eu me dou bem mesmo com o Luiz Felipe, mas tenho um certeza: com ele ninguém pode se acomodar. Nós temos várias opções de atacantes e sua escolha será sempre pelo melhor para o time. Nem de longe penso que tenho vantagens por ser seu amigo."
Faustino Asprilla deixa claro qu esperava um tratamento especial. Embora o Parma o tenha cedido gratuitamente ao Palmeiras, o colombiano sabe que o valor do seu passe é de, no mínimo, US$ 15 milhões.

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