São Paulo - Estevam Soares não centraliza mais o comando do Palmeiras. Nesta reta final do Brasileirão, o técnico achou por bem dar mais poder de decisão aos seus jogadores. São os atletas, agora, que se reúnem para cobrar empenho uns dos outros.
''Na sexta-feira, na concentração, chamei de canto Sérgio e Magrão, que eu sei que têm poder sobre os outros. E fiz com que eles convocassem uma reunião com todo o elenco, para que fosse colocada a importância de não perder mais pontos nesta reta final'', contou.
Ele disse que fez isso porque ''a importância do treinador vai só até um certo ponto. Depois, é com os jogadores''. Vale lembrar que Estevam é um ex-jogador: foi zagueiro do São Paulo e do Guarani nos anos 70.
Para Estevam, o Palmeiras mostrou no campo que soube superar o princípio de crise causado pelas demissões inesperadas do preparador físico Walmir Cruz e do assessor de imprensa Guilherme Prado na semana passada. ''Os atletas sentiram muito a perda desses dois amigos, mas agi rápido e coloquei para todos eles que a vida continua. Eles entenderam e, por isso, vencemos o Paysandu (por 1 a 0, sábado, no Palestra Itália)'', afirmou.
A volta por cima é comemorada por todos num elenco que superou várias crises durante a temporada. Agora felizes, alguns jogadores demonstram até um certo rancor na hora de comentar a arrancada palmeirense. ''Falam que a gente é o azarão do campeonato. Nós podemos até não ter um time cheio de estrelas, mas temos brio'', revelou o volante Marcinho.

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