São Pau­lo - O téc­ni­co do Mi­lan, Car­lo An­ce­lot­ti, afir­mou que é di­fí­cil pa­ra um jo­ga­dor bri­lhar de­vi­do ape­nas a uma qua­li­da­de téc­ni­ca aci­ma da mé­dia, sem se de­di­car com afin­co aos trei­na­men­tos, e ilus­trou o ­meia-ata­can­te Ro­nal­di­nho, seu co­man­da­do no clu­be ita­lia­no, co­mo exem­plo des­sa teo­ria.
  ‘‘Jo­ga­do­res co­mo Ro­nal­di­nho se ba­seiam ape­nas no ta­len­to. Já trei­nei mui­tos jo­ga­do­res de al­to ní­vel e a maio­ria pen­sa que a di­fe­ren­ça es­tá só no ta­len­to, mas não é cer­to. No fu­te­bol mo­der­no, se vo­cê não tem uma boa con­di­ção fí­si­ca e não tra­ba­lha nos trei­nos, é ­mais di­fí­cil bri­lhar em ­campo’’, afir­mou o trei­na­dor, em en­tre­vis­ta pu­bli­ca­da pe­la re­vis­ta ‘‘So ­Foot’’.
  An­ce­lot­ti, que, se­gun­do ru­mo­res da im­pren­sa eu­ro­peia, po­de dei­xar o Mi­lan e acer­tar com o Chel­sea pa­ra a pró­xi­ma tem­po­ra­da, clas­si­fi­cou o ve­te­ra­no za­guei­ro Pao­lo Mal­di­ni e o ­meia ho­lan­dês Cla­ren­ce See­dorf co­mo exem­plos po­si­ti­vos de atle­tas pro­fis­sio­nais. ‘‘Ve­ja o Mal­di­ni. É um pro­fis­sio­nal há 20 ­anos e nun­ca per­deu um trei­na­men­to. Ou ve­ja o See­dorf, que jo­ga a to­da ho­ra sem bai­xar o ­rendimento’’, adi­cio­nou.
  Der­ro­ta­do por 2 a 1 pe­la Samp­do­ria no fim de se­ma­na, o Mi­lan ocu­pa a ter­cei­ra co­lo­ca­ção no Cam­peo­na­to Ita­lia­no, com 48 pon­tos, 12 a me­nos do que a sua ar­quir­ri­val In­ter de Mi­lão, lí­der da tem­po­ra­da.
  Na Co­pa da Ue­fa, a equi­pe foi eli­mi­na­da na pri­mei­ra ro­da­da de ma­ta-ma­tas de­ci­si­vos pe­lo Wer­der Bre­men, da Ale­ma­nha.

mockup