A bola vem alta, o meia Valdeir, do Londrina, acompanha a trajetória. Olha para os lados e percebe que está só. A marcação está distante. O pipoqueiro, na arquibancada, percebe que o estádio está em silêncio e olha para o gramado para ver o que está acontecendo. Os torcedores do Clube Náutico Capiberibe, aguardando a conclusão da jogada, prendem a respiração. O goleiro Edervan não sabe se sai ou fica no gol. Indecisão. A bola desce, desce e chega no pé de Valdeir. É o sonho de qualquer artilheiro: a bola, a marcação distante, o goleiro sem ação. Romário possivelmente dominaria a pelota e entraria com bola e tudo. Ronaldinho idem. Valdeir, que não é Romário ou Ronaldinho, sem dominar a bola, bate com violência. A esfera vence a resistência do ar e quase acerta a lua. Os torcedores na arquibancada vibram, o pipoqueiro volta a vender pipoca.
O técnico do Londrina, Roberto Fernandes, errou o gol.
O goleiro Marcelo, do Londrina, solta uma bola dentro da área, gol do Náutico. Mais um erro do técnico Roberto Fernandes.
O técnico, antes do término da partida, errou outros tantos gols. Chuta mal esse técnico.
Não, não estou louco. Acontece que o peso da derrota sempre recai sobre o técnico. Como se ele tivesse chutado mal, defendido mal, atacado mal. A culpa é do técnico.
Neste final de semana as culpas de Candinho, do Goiás e Dario Pereyra, do Paysandu, fizeram com que os dois pedissem demissão do cargo. Semanas antes, o culpado Oswaldo de Oliveira, deixara o São Paulo.
Fernandes deve, nesta semana, confessar seus pecados e expiar suas culpas. Se continuar pecando contra a Portuguesa, no jogo de sexta-feira, errando tantos gols, não fazendo defesas, pode entrar na lista da inquisição do futebol.
- Fernando Baiano, atacante do Flamengo, pode levar um gancho exemplar do Tribunal de Justiça Desportiva. Uma imagem da TV Record, que transmitia o jogo Flamengo e Atlético Paranaense, mostra o atacante cuspindo no goleiro Diego. Usar imagens da TV para punir jogador é uma das melhores coisas que aconteceram no futebol brasileiro neste ano. Futebol é um esporte de contato, o que não significa autorização para os atletas se agredirem. Agressão tem que ser punida.
- Tem coisas que não dá para negar: Oscar é um dos maiores jogadores de basquete que o Brasil já teve: o apelido de ''Mão Santa'' faz jus às suas atuações. Oscar além de chorão, é um dos jogadores mais chatos que eu vi jogar. Ele fez bem em encerrar a carreira. Com 45 anos, não conseguia mais acompanhar a garotada que tinha que correr dobrado para suprir seu jeito estátua de atuar. Daqui duas ou três semanas ele já terá parado de chorar. Apesar das discordâncias, Oscar merece entrar para a história.
- Torcedores do Londrina Basquete choraram ontem. Com a aposentadoria de Oscar terão que escolher outra vítima para vaiar quando o Flamengo jogar no Mooringão.
- O São Paulo aproveitou a frente fria e colocou dois cubos de gelo no chimarrão do Grêmio.

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