Além da qualidade técnica e empenho dos atletas, o técnico Enio Vecchi disse ontem que, por causa do equilíbrio entre as equipes, o Grêmio Londrina/Aguativa vai precisar também de uma dose de sorte para se classificar para o playoff da segunda fase do Campeonato Nacional de Basquete Masculino. O time treina hoje e amanhã em dois períodos e na quinta-feira, às 18 horas, viaja para enfrentar o Bauru.
No momento o Grêmio está em oitavo lugar, com 30 pontos - venceu 9 partidas e perdeu 12. Colado a ele está o Uberlândia, que também tem 30 pontos. Na sequência vem Ribeirão e Ulbra, ambos com 29. Ou seja, não está nada definido. Um exemplo do equilíbrio a que Vecchi se refere ocorreu na última rodada, quando o Franca, atual campeão, perdeu em casa para o Botafogo (100 x 96).
O mesmo Grêmio, derrotado pelo Vasco por 96 a 87 domingo no Moringão, havia pregado uma peça no Vasco, na primeira fase, no Rio, vencendo o time carioca por 88 a 82. O Vasco conquistou, na última terça-feira, o título da Liga Sul-Americana. ‘‘O equilíbrio é muito grande e espero que dê tudo certo para nossa equipe’’, diz Vecchi.
O supervisor do clube, Nelson Ferreira, concorda com Vecchi sobre o equilíbrio da competição. ‘‘É difícil dizer se o primeiro colocado na tabela é inferior ao 14º. O Uberlândia ganhar de Franca não é normal. E mesmo assim vem acontecendo. Temos cinco jogos complicados pela frente, mas nossos principais concorrentes também têm jogos difíceis’’, comenta Ferreira. ‘‘Teoricamente o nosso time, hoje, é igual ou até melhor que os anteriores’’, diz o supervisor. ‘‘Mas são 14 equipes disputando o campeonato e tudo pode acontecer’’.
Segundo Enio Vecchi, a média de idade dos jogadores do Grêmio é baixa. ‘‘Hoje temos jovens expoentes com muito futuro’’ diz o técnico, dando a entender que seria interessante ter no grupo também alguns jogadores mais experientes.
As equipes maiores, segundo ele, investiram muito em contratações. O Vasco, por exemplo, acredita Vecchi, gasta em torno de R$ 150 mil por mês com o time. ‘‘Só o Vargas deve receber um salário de US$ 20 mil. O Uberlândia é outro time que está investindo perto de R$ 100 mil por mês. Nós estamos tirando leite de pedra’’, afirma o treinador.
Vecchi afirma que a Prefeitura de Londrina vem dando muito apoio ao esporte, mas é necessário começar a pensar já em investimentos maiores, buscar novos patrocínios. Segundo ele, o basquete do Grêmio já provou que é viável, conquistou os torcedores e dá um ótimo retorno de mídia para os patrocinadores.
Para Vecchi, seria interessante que o basquete do Grêmio tivesse o mesmo tratamento do time de basquete feminino bancado pelo governo do Paraná. ‘‘O governo poderia nos ajudar da mesma forma que ajuda o feminino’’, afirma ele. Enquanto isso, o time londrinense está se mexendo para conquistar mais recursos. Através do assessor de Esportes da Prefeitura, Paulo Vicente Vianna, o Grêmio está mantendo contatos com agências de São Paulo para atração de novos patrocinadores.

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