Técnico do Equador sofre atentado
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quarta-feira, 09 de maio de 2001
Agência Folha De São Paulo 
O técnico do Equador, o colombiano Hernán Darío Gómez, sofreu um atentado apesar de estar sendo apontado como um grande herói no país devido à boa campanha equatoriana nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2002. Gómez levou um tiro na perna anteontem à noite supostamente por não ter incluído o filho do ex-presidente Abdalá Bucaram na seleção júnior do Equador.
O treinador comanda a seleção que ocupa a terceira posição nas eliminatórias, um ponto à frente do Brasil obteve vitória histórica por 1 a 0 sobre a seleção brasileira, motivo de festejos no país.
Em meio ao bom momento do futebol equatoriano, Bucaram, exilado no Panamá, procura promover a carreira do filho. O Equador está classificado pela primeira vez para o Mundial júnior o torneio acontecerá na Argentina em junho e julho.
O técnico renunciou a proteção especial no país, dizendo que se sentia protegido porque tinha um equatoriano ao seu lado.
Tendo assumido uso de doping quando jogador, Gómez declarou ontem que não se importou muito com o incidente. O treinador disse que vai continuar sendo uma pedra no sapato.
Durante seu trabalho na seleção colombiana, Gómez foi ameaçado de morte várias vezes por escalar seu irmão Gabriel Gómez.
Apelidado de Bolillo, o treinador decidiu dirigir a seleção do Equador em busca de tranquilidade. Com um grupo limitado de jogadores, conseguiu deixar a equipe perto da classificação para o Mundial, feito inédito no país.
Adbalá Bucaram declarou em seu exílio no Panamá que nem ele e muito menos sua família está envolvida com o atentado a balas sofrido na terça-feira à noite pelo técnico Hernán Gomez. O jornalista que disse ser eu o protagonista do ocorrido é um desinformado porque escutou de uma das minhas irmãs, que é deputada, o questionamento da ausência de meu filho Dalo Bucaram na seleção Sub-20, disse.


