O técnico Elói Kruger, do Cascavel, colocou o cargo à disposição, depois do empate (1 x 1), domingo, com o Toledo, no ‘‘Clássico da Soja’’. Elói preferiu atribuir a decisão de sair à necessidade de mudar de alguma forma. Alegando ter compromisso moral com os jogadores, e por considerar a fase extremamente difícil vivida pelo clube, ele quer ser liberado ‘‘se isto ajudar de alguma forma’’.
O técnico está desanimado com a falta de vitórias e com a situação administrativa do clube, sem presidente e com os jogadores tendo que se submeter a vender rifa de um carro para receber salários. ‘‘Talvez minha saída e a contratação de um novo técnico sirvam para dar uma sacudida na equipe.’’
O treinador garante que, apesar de todos os problemas, os jogadores ‘‘têm dado emocionantes provas de dedicação, lutando por resultados, mas lamentavelmente eles não aparecem’’. No domingo, o Cascavel poderia ter chegado a placar elástico, na segunda etapa, quando inúmeras chances de gol foram criadas. ‘‘Em jogos anteriores, foi a mesma coisa’’, observa, acrescentando que sua saída ‘‘talvez seja benéfica, porque sempre muda alguma coisa’’.
Elói prefere não fazer críticas, mas não esconde o desestímulo. Como tem raízes no próprio Cascavel, sendo responsável pela formação de muitos jogadores, optou por não abandonar o cargo. Emílio Martini, que responde pela direção, conversou com Elói, e manifestou a expectativa de que ele permaneça, porque além de não ser culpado pelos resultados, o Cascavel não tem dinheiro para contratar outro treinador.

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