Técnico diz que 'postura de Copa' deve ser mantida
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domingo, 04 de julho de 2010
Elder Ogliari<br>Agência Estado 
Porto Alegre - O técnico Dunga considerou a eliminação do Brasil da Copa do Mundo uma ''fatalidade'', sustentou que a seleção assumiu a atitude adequada à principal competição do futebol e espera que ela persista nessa postura. ''É um trabalho que deve ser mantido para buscar os futuros resultados'', afirmou, ao chegar a Porto Alegre, onde mora, neste domingo.
Aplaudido ao chegar ao estacionamento do Aeroporto Internacional Salgado Filho, o treinador referiu-se ao carinho dos torcedores como uma manifestação de quem viu o trabalho que foi feito e assegurou que não voltaria atrás nas decisões que tomou. ''É aquilo que nós tínhamos projetado desde o início, de resgatar esse amor em redor da seleção brasileira, de a seleção ser muito parecida com o povo, trabalhadora, foi aquilo que fizemos'', afirmou. ''O povo viu que os jogadores estavam comprometidos, focados; ninguém viu polêmica, bagunça, (ficaram) 42 dias juntos sem nenhum atrito, cada um buscando seu espaço, tentando representar o Brasil da melhor maneira possível''.
Mesmo reiterando que o trabalho foi aquele que havia sido planejado, Dunga admitiu a decepção ao falar de seus sentimentos diante da eliminação precoce da Copa da Mundo. ''A sensação é que um pedaço de nós ficou na África do Sul'', revelou. O técnico lembrou que nos quase quatro anos sob seu comando a seleção só perdeu seis jogos, foi campeã da América e das Confederações, conseguiu a classificação para a Copa do Mundo sem sobressaltos e estava fazendo uma boa campanha na África do Sul, para lamentar que, ''na hora em que a equipe começou a se acertar tivemos essa fatalidade'', referindo-se ao fato de o Brasil tomar dois gols em jogadas de bola parada, consideradas um dos pontos fortes da equipe, quando perdeu para a Holanda e foi eliminado.
Ao final da entrevista, Dunga garantiu que não fica com nenhuma mágoa ao final do Mundial. ''O trabalho foi feito, cada um cumpriu o seu dever, a gente gostaria de ter ido muito mais à frente, mas o futebol é isso, tem que saber perder, saber ganhar'', ressaltou, recorrendo à linguagem esportiva. ''Algumas vezes os outros ficaram chorando e nós sorrindo, alegres, desta vez foi o momento de a gente ir às lágrimas''.


