A despedida de Luiz Felipe Scolari da seleção marcou também uma nova etapa da equipe brasileira. Foi o próprio treinador, em sua última entrevista no cargo, que ponderou sobre como deve se comportar o grupo, com a comissão técnica que será formada a partir de janeiro. ''O pentacampeonato já deve ser esquecido. Já acabou.''
Dessa forma, Felipão destacou a importância da realização de um trabalho voltado para as próximas competições da seleção: as eliminatórias para o Mundial de 2006, que começam no ano que vem, e a preparação do time pré-olímpico para os Jogos de Atenas de 2004.
Abatido pela morte do amigo Carlos Froner (leia mais na página 2), o que apressou a sua volta de Fortaleza para Porto Alegre, Felipão não quis se prolongar sobre a atuação do time do Brasil na derrota para o Paraguai. Disse apenas que o jogo foi uma festa e que não se poderia esperar muito de uma seleção que pôs 21 atletas em ação, como ocorreu no estádio Castelão.
Ele lembrou que iniciou o trabalho na seleção com uma derrota, em 1º de julho de 2001, para o Uruguai, pelo mesmo placar do amistoso contra os paraguaios. Ressaltou, no entanto, que a história do futebol vai registrar a conquista do pentacampeonato e não esses dois resultados adversos. Sem perder o tom pouco delicado que é uma de suas características, o treinador fez críticas à imprensa e revelou um dos motivos pelos quais resolveu deixar a seleção: pressão da opinião pública.
Ao responder sobre o comentário de Carlos Alberto Parreira, de que deveria permanecer na seleção para dar continuidade ao trabalho, Felipão teve um momento de bom humor. ''O Parreira fez o mesmo trabalho em 94 e não ficou. Tem que perguntar a ele o motivo. Ele sabe o que é pressão.''

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