Os atletas corintianos dizem estar motivados para o jogo de hoje não apenas por ser o mais importante da história do time, como têm declarado os torcedores, mas pela projeção internacional que podem ter com o sucesso da equipe na Libertadores. O meia-atacante Marcelinho, por exemplo, já afirmou que, para ele, eliminar o Palmeiras pode significar o passaporte para a Copa América.
‘‘Principalmente com o Wanderley (Luxemburgo, técnico da Seleção Brasileira) no estádio, a motivação aumenta para todo mundo’’, disse o jogador. Mas, além do sonhado retorno à seleção, da qual foi afastado após briga com o próprio Luxemburgo no ano passado, o eventual título da Libertadores pode facilitar também seu retorno ao futebol europeu. Depois de uma fracassada temporada na Espanha, Marcelinho diz que ainda cogita jogar mais um tempo na Europa.
Vampeta tem opinião parecida. Apesar de ter tido seu passe comprado pelo Hicks Muse, o novo sócio do Corinthians no departamento de futebol, o volante espera significativo aumento salarial. ‘‘O Reinaldo Pitta e o Alexandre Martins, meus procuradores, estão acertando os detalhes do novo contrato, mas é claro que um título assim valorizaria todo mundo.’’
O lateral Silvinho também espera que o possível sucesso traga benefícios ao grupo. E o jogador diz ter a receita para, neste segundo jogo, o time não perder tantos gols como no primeiro. ‘‘Não tenho de me preocupar em marcar, mas, se acertar o alvo, podemos ganhar um rebote, uma sobra, já é melhor do que nada.’’
Já o técnico Oswaldo de Oliveira, que pode até deixar o clube em caso de fracasso na Libertadores, acha que as duas equipes hoje terão mais alternativas do que no primeiro jogo. ‘‘Eles terão a volta do Júnior; nós, a do Rincón’’, disse Oliveira.

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