Técnico dá nota 7 às meninas
Agência Estado
De São Paulo
O técnico Bernardo Rezende desembarcou ontem no Brasil depois de conquistar a vaga olímpica com a seleção feminina de vôlei, na Copa do Mundo do Japão falando no futuro e planejando o trabalho da próxima temporada. O desafio para Bernardinho, um técnico vencedor, que assumiu o comando da equipe em dezembro de 1993, é levar ao pódio olímpico em Sydney, um grupo inexperiente, em fase de renovação, que, na falta de talentos individuais excepcionais, tem de apostar no conjunto. Bernardinho pretende reunir o grupo em maio para fazer melhorias táticas na equipe.
Vamos continuar investindo no sistema defensivo defesa e bloqueio , que foi bem no Japão, e melhorar o ataque individualmente. O técnico observou que o porcentual de acertos do ataque de suas ponteiras foi menor que o das russas, por exemplo. Ainda podemos crescer nisso.
Bernardinho pretende trabalhar para Sidney com o grupo que tem sem insistir na volta de jogadoras como Márcia Fu, Hilma ou mesmo da levantadora Fernanda Venturini. O que temos são as jogadoras que foram à Copa do Mundo, que deram provas de que são corajosas, afirmou. Saíram da barra da saia da mãe outro dia ganharam o Pan, foram vice no Grand Prix e obtiveram a vaga olímpica. Entre 0 e 10, deu nota 7 para as jogadoras.
Disse que se atletas como Márcia Fu, Hilma e Fernanda Venturini, além de Fernanda Doval, que está na Itália, quiserem voltar, terão de cortar um dobrado, enfrentar muito treino e sacrifícios para estar no grupo de 11 jogadoras (os times terão um atleta a menos) em Sidney. Os integrantes da seleção chegaram ontem, em São Paulo, após uma viagem de mais de 30 horas desde Nagoya.





