O técnico da Inesul/Londrina, José Eduardo Vicente, o Leitinho, reconhece que o Moringão hoje não passa nem perto do que era quando ele era jogador. ''Jogando por outras equipes de basquete cansei de ver aqui o Moringão lotado ou com pelo menos 4 mil pessoas nos jogos do Londrina. Hoje vem muito pouca gente nas nossas partidas. Temos que reconquistar esse torcedor que gosta de basquete na cidade'', afirma.
O treinador acredita que vários fatores tenham contribuído para esse distanciamento, sendo um deles a diferença de nível dos times em função do orçamento. ''O time do Enio tinha um orçamento de R$ 80 mil por mês contra R$ 40 mil do nosso. E recebia R$ 320 mil por ano da Prefeitura. Nós recebemos menos de metade desse valor'', comparou.
Outro fator, segundo ele, seria a queda de interesse do público em função da seleção (masculina) não ter se classificado para as últimas Olimpíadas. ''Mas não acho que estamos numa situação ruim, porque as outras equipes do Nacional também não levam muito público aos ginásios, com exceção de Franca e talvez de Araraquara e Assis'', alegou.
Para os jogos da Copa Sul e do Nacional de 2009, segundo Leitinho, a Inesul irá avaliar o melhor local para mandar os jogos. O time está treinando no SESI, que segundo ele, pode ser uma melhor opção para o torcedor.
Essa solução - de optar por ginásios menores (de mil lugares) - já vem sendo adotada tanto pelo Colégio Londrinense no futsal masculino, quanto pela Unopar no feminino. ''Como nos nossos jogos a média é de 500 a mil torcedores, se eu for levar as partidas para o Moringão essas 500 pessoas 'somem' na arquibancada e o outro time jogará num ginásio praticamente neutro. Já aqui (no Ginásio do Londrinense) os jogadores sentem a pressão da torcida'', argumenta Neuradir Colinete, supervisor do Londrinense. (J.K.)

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