France PresseAime Jacquet: ‘‘Não passa pela minha cabeça cair agora’’O técnico Aime Jacquet fez um alerta ontem aos entusiasmados torcedores franceses, que esperam uma partida fácil, na quarta-feira, contra a Croácia, pelas semifinais da Copa do Mundo. ‘‘Temos de ter consciência do perigo que representa a Croácia, uma nova nação, uma nova bandeira e com uma equipe que eliminou a forte seleção alemã, com uma vitória de 3 a 0’’, ressaltou Jacquet.
O técnico francês deu o domingo de folga aos seus jogadores e somente a partir de hoje começa a preparar a equipe para o jogo com os croatas, em Saint-Denis. Jacquet admitiu que, ‘‘psicologicamente’’, os franceses estavam preparados para disputar a vaga na final com os alemães, ‘‘uma equipe compacta, com excelenete preparo físico e um moral à toda prova’’.
Ele considera o time da Croácia uma equipe também forte fisicamente, mas com jogadores muito habilidosos. ‘‘Talvez não tenham a mentalidade dos alemães, mas possuem jogadores que podem fazer a diferença em uma partida’’, comparou. Apesar dos elogios ao adversário e de alertar torcedores e jogadores contra um excesso de otimismo no jogo contra os croatas, o próprio Jacquet parece contaminado com as cinco vitórias obtidas neste mundial. ‘‘Não passa pela minha cabeça cair agora’’, afirmou o experiente treinador.
PetitFrança e Itália empatavam por 0 a 0, já na prorrogação, quando o volante Emmanuel Petit simplesmente mandou a bola para fora do campo, em pleno ataque da seleção anfitriã, para que o médico italiano pudesse atender um adversário lesionado. A atitude, voluntária, pode render-lhe o prêmio de espírito esportivo, concedido pela Fifa dentro do aspecto fair-play (jogo limpo).
Ainda saboreando a classificação para as semifinais e o ato de gentileza, aplaudido pela maioria das 80 mil pessoas que estiveram no Estádio da França, Petit assumiu que está no melhor momento de sua carreira. ‘‘Depois do título nacional conquistado com o Monaco, há dois anos, minha última temporada pelo Arsenal foi formidável, não somente pelo aspecto futebolístico’’, comentou. ‘‘Tive uma forma de consideração, um reconhecimento público que nunca havia sentido na França.’’
O atleta, contratado pela equipe inglesa no ano passado, agradeceu o reconhecimento da Fifa, mas disse que tem um desejo mais expressivo. ‘‘Estou contente, mas, sinceramente, prefiro o título mundial.’’ Para transformá-lo em realidade, entretanto, disse que ainda ‘‘existem alguns degraus, capazes de tirar seu sono’’. ‘‘Só pude dormir às 4h30 da madrugada, pois não consegui ir para a cama sem assistir ao teipe da partida.’’

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