Técnico da Davis está de olho em Zé Pereira
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sábado, 19 de abril de 2008
Agência Estado 
São Paulo - Em 1991, quando deixou Santana do Ipanema, em Pernambuco, para tentar conseguir um emprego no Sul do País, o nordestino José Pereira jamais poderia imaginar como seria o futuro de sua família. Mas ele conseguiu trabalho de pedreiro em uma academia de tênis de Curitiba para sustentar a mulher e os três filhos, que ficaram no Nordeste. E, dois anos depois, levou-os para a capital paranaense. Aí, os garotos Renato, Teliana e José Pereira Jr. Acabaram se apaixonando pelo esporte que, de certa forma, rendia o sustento do pai.
Atualmente com 22 anos, Renato virou treinador de tênis. Já Teliana, que tem 21, é uma tenista profissional. E o caçula Zé Pereira (como gosta de ser chamado), de 17 anos, já experimenta o ambiente dos profissionais do esporte que começou a encarar com seriedade aos 10 anos. ''A gente ficava pegando bolinhas e eu não me interessava muito em jogar. Foi só meus irmãos começarem a se destacar que eu quis competir com eles'', lembrou o garoto, ao falar do início da carreira.
O tênis, contudo, é um esporte caro. É preciso ter dinheiro para comprar raquetes - cada uma custa, em média, R$ 500 -, se associar a um clube, pagar professor, ter tênis adequados. Mas a família Pereira teve sorte. ''Sempre gostaram muito de nós lá na academia, em Curitiba. Eles ajudavam com todos os custos'', contou o jovem Zé.
E o investimento começa a dar certo. Zé Pereira é o 7º colocado no ranking mundial juvenil de tênis e é o atual campeão da Copa Gerdau, considerada uma espécie de Grand Slam da modalidade.
A paixão pelo tênis surgiu ao mesmo tempo que a admiração pelo maior ídolo que o esporte já teve no Brasil: Gustavo Kuerten. ''Meu grande sonho é ser um top como o Guga'', afirmou Zé Pereira.
''O Zé está nos surpreendendo, jogando bem. Mas tem que estar tranquilo e sem pressa. O objetivo principal dele no contatos com profissionais é aprender'', disse Chico Costa, o capitão do Brasil na Davis, que observa com atenção a evolução do caçula da família Pereira.


