São Paulo - Cinco dias após convocar um americano que ainda tenta a naturalização para treinar com a seleção brasileira de basquete, o técnico Rubén Magnano admitiu a falta de opções de armadores com potencial para defender a equipe nacional.
Larry Taylor, 30, americano, armador do Bauru desde 2008, foi relacionado, na sexta-feira, entre os 20 chamados para iniciar o período de treinamentos em 4 de julho.
''Isso (falta de armadores), dentro de um país de quase 200 milhões de habitantes, não só é responsabilidade dos dirigentes, mas dos jogadores, treinadores e da imprensa. Porque é preciso ver quantos jogadores de basquete há nesse universo. É preciso ampliar a base de praticantes'', afirmou Magnano.
De acordo com o técnico, a carência pode ser atribuída ao estilo de jogo dos brasileiros. ''O basquete brasileiro se focou no aspecto ofensivo e não no defensivo, no jogo aberto, no arremesso. Ele (arremesso) é importante, mas é só um ponto do jogo'', disse Magnano em entrevista coletiva ontem à tarde, em São Paulo.
''A filosofia de jogo no Brasil acaba formando poucos armadores e muita gente para o arremesso. Capaz seja essa a causa de não haver tantos armadores'', continuou.
Para tornar-se brasileiro, Taylor ainda precisa conseguir a renovação do visto de trabalho. Seu processo foi avaliado ontem pelo Conselho Nacional de Imigração, do Ministério do Trabalho, e só depois de confirmada a permissão para trabalhar - o que pode demorar até 30 dias - ele pode entrar com o pedido de naturalização no Ministério da Justiça.
O Pré-Olímpico masculino começa em 30 de agosto, em Mar Del Plata, na Argentina, e dará duas vagas para os Jogos de Londres-2012.

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