Técnico corintiano ignora brigas e pensa na liderança
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segunda-feira, 25 de julho de 2005
Agência Estado 
São Paulo - A gigantesca fila de corintianos, dando volta ao redor do Parque São Jorge, todos querendo comprar ingresso para o jogo de amanhã, às 20h30, no Pacaembu, contra o Cruzeiro, dava razão ao lateral Gustavo Nery, que dissera: ''O jogo é o que interessa. O resto, não.''
A frase de Nery se explica: ele foi questionado em relação às inúmeras brigas que estão acontecendo entre os atletas, e acabou sendo prático na resposta: ''Se se está brigando e ganhando, não faz mal. Pior seria brigar e perder. Não dá para reclamar de nossos resultados.''
O que não se explica: nem as quatro vitórias consecutivas acalmaram o elenco. É fácil perceber que os nervos estão à flor da pele. Qualquer desentendimento se torna desculpa para agressões físicas, desde que a MSI trouxe os galácticos, ganhando muito mais dinheiro que os demais. Para evitar a divisão escancarada no elenco, Márcio Bittencourt tem se desdobrado e usado toda a sua experiência de ex-jogador.
Esperto, Márcio fica o mais próximo possível dos jogadores nas brigas. Não toma lado nenhum. Para evitar colidir com o grupo, não pede publicamente punição a nenhum atleta que brigar. ''O que tem acontecido são desentendimentos comuns. Somos todos homens, e futebol é coisa para homem.''


