São Paulo - A canoagem adotou critério subjetivo para a escolha do segundo canoísta que formará a equipe olímpica da modalidade ao lado de Sebastian Cuattrin, o único que conseguiu vaga na água, ao vencer a Seletiva Olímpica das Américas, realizada há 15 dias, em Curitiba.
Prevaleceu a opinião do técnico polonês Zdzislaw Szubski que decidiu que seu filho, Sebastian Szubski, naturalizado brasileiro, será o dono da segunda vaga. Cuattrin venceu as provas de 500 m e 1.000 m no caiaque individual (K1), resultado que abriu ao Brasil as vagas no K2, nas mesmas distâncias, em Atenas.
No momento de escolher quem faria dupla com Sebastian Cuattrin, o técnico indicou o outro Sebastian, seu filho. O assunto foi parar em e-mail recebido pela Rádio Eldorado que, ontem, buscou esclarecer o assunto e descobriu que a canoagem enfrenta um 'racha'. ''Na mesma hora em que o Brasil obteve a segunda vaga foi dito a todos que seria do 'Sebinha'. Não teve conversa, nem nada. Pegamos as malas, voltamos para casa e estamos de férias'', explicou Guto Campos, considerado um dos melhores canoístas do Brasil e que foi preterido pelo polonês.
O vice-presidente da Confederação Brasileira de Canoagem, Argos Rodrigues, explicou que a escolha de Sebastian Szubski teve como critério o fato de o atleta estar treinando em Piraju (SP), junto com Sebastian Cuattrin e o técnico polonês. Guto Campos, Roger Caumo, André Caye e Fábio Dermachi decidiram treinar em Lajeado (RS), com o técnico Dudu, há um ano e meio.

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