A definição da nova comissão técnica da seleção brasileira continua sob suspense. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, chegou ontem cedo da Venezuela e disse que passaria o dia descansando. ‘‘Não há novidades’’, limitou-se a dizer, ainda no Aeroporto Internacional Tom Jobim.
Presidente da CBF tira o dia para descansar e pede ao interino Candinho que dirija o time contra a Colômbia em 15 de novembro
Teixeira não foi à sede da entidade. Há a expectativa de que ele possa anunciar a qualquer momento o nome do futuro coordenador-técnico da seleção. O dirigente desembarcou no Rio em companhia do secretário-geral da CBF, Marco Antônio Teixeira, com quem divide as principais decisões relacionadas à seleção.
Os dois estão tratando da formação da nova comissão desde a demissão de Wanderley Luxemburgo. No entanto, os contatos com os candidatos a treinador e a coordenador-técnico são mantidos por outros diretores da CBF, como o vice-presidente Nabi Abi Chedid.
Oswaldo de Oliveira, técnico do Vasco e um dos nomes mais cotados para substituir Luxemburgo, disse ontem que não recebeu nenhum convite formal da CBF e fez uma autocrítica sobre a possibilidade de assumir o cargo. ‘‘Estou nesta profissão há apenas um ano e meio; acho que o Brasil possui treinadores mais experientes.’’
O presidente do Vasco, Antônio Soares Calçada, assegurou também que a CBF não entrou em contato com a diretoria do clube para obter informações sobre o ex-treinador do Corinthians. ‘‘A nossa intenção é mantê-lo aqui pelo menos até o fim de seu contrato, em agosto de 2001.’’
Calçada disse, ainda, que a multa rescisória de Oswaldo de Oliveira seria de aproximadamente R$ 500 mil e deixou escapar que o salário do técnico do Vasco gira em torno de R$ 100 mil. ‘‘O que há, por enquanto, são especulações.’’
Um dos vice-presidentes da CBF, Alfredo Nunes, despachou normalmente nesta segunda-feira na entidade e não deu nenhuma informação sobre as mudanças na comissão técnica. Nunes foi eleito prefeito da cidade de Regeneração, no Piauí, e mesmo assim continua exercendo sua atividade na CBF. A partir de janeiro, ele será o representante da confederação no pequeno município piauiense.
Luxemburgo continua arredio a entrevistas e passa uns dias no interior de Goiás, com a família, e deve voltar para São Paulo ou para o Rio até o início da próxima semana. Ele tem evitado conversar com os ex-companheiros da comissão técnica.
Candinho até novembro – O técnico interino da seleção, Candinho, deve mesmo dirigir a equipe no jogo com a Colômbia, dia 15 de novembro, pelas Eliminatórias do Mundial de 2002. A partida será disputada em São Paulo e Candinho está disposto a atender ao pedido do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, para que permaneça no cargo até o anúncio oficial da nova comissão técnica.
Fiel a Wanderley Luxemburgo, Candinho impôs-se na comissão técnica pela capacidade de atenuar pequenos conflitos internos, por seu constante bom humor e as observações sobre os adversários do Brasil. Ele manteve ótimo relacionamento com jogadores e imprensa durante os dois anos de trabalho na CBF e comandou o time duas vezes, num amistoso contra a Espanha (0 a 0), em Vigo, no ano passado, e no último domingo, na goleada do Brasil por 6 a 0 sobre a Venezuela, em Maracaibo.
Nas viagens da seleção, Candinho sempre serviu como confidente de Luxemburgo.